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Narcotraficante relacionado ao assassinato do jogador Andrés Escobar é morto no México
Um narcotraficante vinculado à morte a tiros do jogador de futebol colombiano Andrés Escobar, que marcou um gol contra no Mundial de 1994, foi assassinado no México, informou, nesta sexta-feira (6), o presidente Gustavo Petro.
O nome de Santiago Gallón Henao aparecia na investigação pela morte do zagueiro da seleção da Colômbia, baleado em Medelín dias depois de marcar um gol contra diante dos Estados Unidos durante uma partida da fase de grupos da competição realizada neste país.
O crime abalou o mundo do futebol e a Colômbia, que vivia uma de suas épocas mais violentas devido ao narcotráfico, após a morte, dois anos antes, de Pablo Escobar pelas mãos das forças de segurança, que não tinha relação com o atleta.
Versões indicam que Santiago Gallón Henao e seu irmão, Pedro David, confrontaram e insultaram Andrés Escobar em uma boate na noite do homicídio, em 2 de julho de 1994, apenas 10 dias após o gol contra.
O motorista dos irmãos, Humberto Muñoz, admitiu ter atirado no jogador de 27 anos, supostamente, para defender seus chefes em uma situação de perigo. Foi condenado a 43 anos de prisão, em 1995, e em 2005 recuperou sua liberdade ao receber uma redução de pena.
Petro assegurou, na rede social X, nesta sexta-feira, que Santiago Gallón foi assassinado na quinta-feira (5) no México e o apontou como autor do crime contra o zagueiro que, na época, jogava pelo Atlético Nacional.
Este assassinato "acabou com a imagem internacional do país", sustentou o mandatário de esquerda.
Uma fonte da promotoria de Toluca afirmou à AFP que Santiago Gallón foi morto a tiros em um restaurante de Huixquilucan, município do Estado do México.
Segundo depoimentos de familiares, "ele se dedicava à pecuária e ia se reunir com pecuaristas" no lugar onde ocorreu o crime, acrescentou o responsável, que pediu anonimato.
Santiago e Pedro David Gallón foram investigados por cumplicidade e passaram 15 meses na prisão sem nunca terem sido levados a julgamento.
Os irmãos foram incluídos, em 2015, na lista negativa do Departamento de Tesouro dos Estados Unidos por narcotráfico ao serem apontados como membros da Oficina de Envigado, uma organização criminosa herdeira do Cartel de Medelín de Pablo Escobar.
José Guillermo Gallón Henao, outro de seus irmãos, foi extraditado aos Estados Unidos em 2011, acusado de manter negócios com o capo mexicano Joaquín "El Chapo" Guzmán.
E.Flores--AT