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Wenger se diz 'cauteloso' sobre possível mudança na regra do impedimento
Arsène Wenger, diretor de desenvolvimento global do futebol da Fifa, disse nesta terça-feira (13) que está "cauteloso" sobre sua proposta de mudança da lei do impedimento, argumentando que qualquer alteração nas regras deve manter um equilíbrio no jogo.
O ex-técnico do Arsenal sugeriu uma mudança revolucionária na regra do impedimento em 2020, que só marcaria a falta se o corpo inteiro do atacante estivesse adiantado em relação ao último defensor adversário no momento do passe.
Atualmente, o impedimento é declarado se qualquer parte do jogador com a qual ele possa marcar um gol estiver à frente do defensor, o que gerou inúmeras controvérsias depois que faltas foram marcadas — via VAR — por adiantamentos milimétricos.
A mudança está sob análise da Fifa, segundo Wenger, e para ser implementada precisa receber sinal verde do Conselho Internacional de Futebol (Ifab), órgão garantidor das leis do esporte mais popular do mundo.
"Acho que tomaremos uma decisão sobre isso no ano que vem. Antes, quando não havia o VAR, era para dar vantagem aos atacantes. Isso acabou", disse ele à AFP em Assunção, onde a Fifa realizará seu 75º Congresso na quinta-feira.
"Então queríamos reequilibrar um pouco a balança, mas veremos em breve. Também precisamos manter um bom equilíbrio entre inteligência tática e poder físico. Então é isso que precisamos estudar".
O treinador francês de 75 anos afirmou que qualquer mudança no regulamento deve garantir que "sempre haja futebol ofensivo".
"O jogo já é muito atrativo. No momento, não parece que sofra da falta de gols. Por isso estamos cautelosos e vamos ver o que acontece", observou.
"Muitos gols são anulados devido a impedimentos muito, muito, muito mínimos, mas também queremos manter o equilíbrio no jogo", observou ele.
N.Mitchell--AT