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Argentinos e colombianos tomam Miami e entrada no estádio tem cenas de caos
Milhares de colombianos e argentinos tomaram Miami neste domingo (14), convencidos de que sua seleção vai vencer a final. Mas o clima de festa foi prejudicado pela tentativa de dezenas de torcedores de entrar no Hard Rock Stadium sem ingresso, o que provocou muita confusão nos acessos e um adiamento do início da partida.
Horas antes do apito inicial, as torcidas de duas das maiores comunidades da cidade, lotaram os arredores do estádio e não se importaram com a temperatura de 32ºC ou com o caos para chegar até o local da decisão.
Para aliviar a espera, fizeram churrascos nos estacionamentos, beberam muito e conversaram ou assistiram à final da Eurocopa em que a Espanha venceu a Inglaterra.
Mas ao entrar no estádio a única coisa importante era a partida entre a 'Albiceleste', a atual campeã, e a Colômbia.
"Estamos entusiasmados, ansiosos para lutar, para deixar a vida nestes 90 minutos", disse Andrés Carreño, colombiano que mora em Ohio e viajou de lá para a final.
"Não há nada mais importante do que vencer, não conseguimos isso há muito tempo".
- Incidentes -
O bom clima, entre bandeiras, chapéus e faixas, foi prejudicado por incidentes na entrada do estádio.
Numa dessas entradas, um grupo de torcedores, a maioria colombianos, atravessou os postos de segurança sem ingresso, mas a polícia os alcançou e os deteve.
Minutos depois, dezenas de outras pessoas conseguiram entrar correndo no Hard Rock Stadium, mas não ficou claro se tinham ingressos ou não, disse um policial à AFP.
O ocorrido levou a segurança a diminuir o ritmo de entrada nas instalações, criando uma situação caótica fora do estádio.
"Isto é um desastre. Ficamos mais de quatro horas parados para poder entrar. Abriram só dois portões", lamentou Juan, torcedor de Buenos Aires. "Tem gente desmaiada, idosos e crianças chorando".
Cecilia Cabarelli, outra torcedora argentina, compartilhou sua indignação com a situação.
"Nos tratam como animais. Não existe organização nem nada parecido. Não estavam preparados para receber 60 mil pessoas", criticou. "Ainda estou tremendo, me sinto como gado, como um pedaço de animal".
- "Messi não me assusta mais" -
Dentro do estádio, quem escapou desses incidentes só queria curtir o futebol.
Daniela Ruiz se mostrou confiante na Colômbia e em seus 28 jogos de invencibilidade antes da final.
"A emoção é gigante", disse esta comunicadora que viajou desde Medellín para apoiar a sua seleção. "Não será fácil porque a Argentina é um adversário importante. Mas temos jogado muito bem".
Para Luciano Mattio, empresário que viajou de Buenos Aires, o desfecho da partida estava claro.
"Nestas ocasiões a Argentina mostra o que é. Temos a pressão de ter vencido a Copa do Mundo, a Copa América anterior, mas a Colômbia precisa mais disso do que nós e vamos vencer", garantiu.
Daniel Klein, um argentino que mora em Miami há 20 anos, foi ainda mais otimista.
"Vamos vencer por 4 a 0. Não tenho dúvidas, jogamos de maneira perfeita", disse ele.
Os torcedores esperavam um grande jogo de suas estrelas.
Klein deixou claro que Lionel Messi, ídolo de Miami desde que assinou com o Inter da MLS no ano passado, faria uma grande partida.
Do lado colombiano, alguns sonhavam que James Rodríguez, seu capitão, seria o jogador decisivo da noite.
"James é o ídolo da Colômbia, ele sabe que tem todo o nosso apoio", disse Lorena Prieto, uma colombiana que mora em Nova York.
"Messi não me assusta mais, já está enferrujado. Nós estamos novos", concluiu.
A.Ruiz--AT