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Bélgica vai enfrentar França nas oitavas após 0 a 0 com Ucrânia, que é eliminada
A Bélgica garantiu uma vaga nas oitavas de final da Euro-2024 em segundo lugar do super equilibrado Grupo E nesta quarta-feira (26), em Stuttgart, na Alemanha, após um empate em 0 a 0 com a Ucrânia, que com esse resultado está eliminada do torneio.
Os 'Diabos Vermelhos', que mais uma vez mostraram falta de criatividade e eficiência, enfrentarão a França nas oitavas na próxima segunda-feira, 1º de julho, em Düsseldorf, às 13h00 (horário de Brasília).
Após a terceira e última rodada, as quatro seleções da chave terminaram empatadas com quatro pontos, mas o maior número de gols marcados deixou a Romênia na liderança e a Bélgica na segunda colocação.
A Eslováquia, com saldo de gols inferior ao dos belgas, garantiu a passagem na terceira posição e a Ucrânia, embora tenha terminado também com 4 pontos, foi eliminada como quarta colocada.
Apesar da reação contra a Eslováquia (vitória por 2 a 1) e de ter enfrentado a Bélgica, a derrota por 3 a 0 no primeiro jogo contra a Romênia foi fatal para as chances dos ucranianos.
Longe de festejar o resultado, os torcedores belgas vaiaram ruidosamente seus jogadores após o apito final, devido à falta de agressividade e de eficiência nas finalizações que os jogadores comandados pelo técnico Domenico Tedesco mostram desde o início do torneio.
"Estou surpreso, porque para nós era realmente importante a classificação", declarou Tentesco sobre a reação da torcida.
- "A paz tem um preço" -
Sem Mykhaylo Mudryk, Andriy Lunin e Oleksandr Zinchenko no time titular, a Ucrânia entrou em campo com os jogadores levando bandeiras de seu país nos ombros, e as mantiveram durante a execução dos hinos. Um gesto para lembrar a invasão russa, que também havia sido feito nas últimas duas partidas.
Aos seis minutos de jogo, os torcedores ucranianos atrás de um dos gols exibiram uma tela com o rosto de um soldado ucraniano, composta com o retrato de outros 182 torcedores de clubes ucranianos que morreram durante a guerra.
"A paz tem um preço. Desde fevereiro de 2022, milhares de torcedores morreram durante a guerra", dizia uma faixa que acompanhava o retrato de Nazariy Hryntsevich, que morreu na frente de batalha em maio passado, aos 21 anos.
O mesmo cenário voltou a ser o centro das atenções minutos depois, mas por um motivo diferente, quando Kevin de Bruyne (33') reclamou ao árbitro sobre um feixe de laser apontado para o seu rosto, durante a cobrança de uma falta em que tentou surpreender o goleiro, cobrando direto para o gol em vez de cruzar.
A situação voltou a se repetir (41') e o estádio teve que lembrar no sistema de alto-falantes a proibição do uso deste tipo de objeto e os danos que ele pode causar à visão do jogador.
- Falta de agressividade -
Com um segundo uniforme que tem cores e estética em homenagem a Tintim, os belgas não mostraram o senso de aventura do emblemático personagem dos quadrinhos, criado por Hergé. Caíram no conformismo, mostrando pouca agressividade e nenhuma eficiência.
Além do chute do capitão belga, o primeiro tempo teve cerco à área por parte das duas seleções, mas quase sempre sem terminar em chutes na direção do gol.
Criticado pela falta de precisão ao longo do torneio, Romelu Lukaku conseguiu disparar mas esbarrou na defesa do goleiro Anatoliy Trubin quando os dois ficaram cara a cara (7').
Ele tentou mais uma vez no segundo tempo, mas novamente o goleiro ucraniano venceu o duelo (65'). Trubin, que assumiu a posição desde que Lunin foi barrado após a derrota para a Romênia, também defendeu um gol de Yannick Carrasco (73').
Mais tímida, depois de ter focado num plano ultra-defensivo, a Ucrânia procurou o gol nos minutos finais, com um chute na rede pelo lado de fora de Artem Dovbyk (75') e com uma cobrança direta de escanteio de Ruslan Malinovskyi, defendido a tempo e em cima da linha por Koen Casteels (83').
O empate deixou os ucranianos desolados, mas do lado belga ficou um gosto amargo devido ao jogo sem brilho antes do primeiro desafio da fase de mata-mata, contra a temível França.
A.Moore--AT