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FMI e Banco Mundial se reúnem em Washington em meio a crescentes tensões comerciais
As principais autoridades econômicas do mundo se reunirão em Washington a partir desta segunda-feira (13) para as reuniões anuais do FMI e do Banco Mundial, em meio à escalada das tensões comerciais entre a China e os Estados Unidos.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) aproveitará a oportunidade para divulgar seu relatório anual Perspectivas da Economia Mundial (WEO, na sigla em inglês), que fornecerá uma visão geral do impacto que as tarifas do presidente americano, Donald Trump, tiveram no crescimento global e nas principais economias.
Na última quarta-feira, a diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, usou seu tradicional discurso de abertura para alertar sobre os riscos persistentes que a economia global enfrenta, destacando a incerteza a respeito das tarifas cinco anos após a pandemia de covid-19 paralisar a economia.
Segundo Georgieva, o relatório WEO deve destacar uma economia que "resistiu globalmente a tensões agudas" e está "melhor do que se poderia temer, mas pior do que seria necessário".
Acima de tudo, embora a economia global tenha conseguido resistir até agora, a "resistência ainda não foi totalmente testada", alertou a chefe do FMI, apontando inúmeros sinais de alerta.
Georgieva teme particularmente a possibilidade de uma "correção violenta" nos preços das empresas ligadas ao desenvolvimento da inteligência artificial (IA), cuja "capitalização parece estar caminhando para níveis vistos há 25 anos", durante a bolha da internet.
- Pequim e Washington: alta tensão -
No futuro imediato, as tensões comerciais podem dominar a atenção de ministros e autoridades de bancos centrais presentes na capital americana, já que Washington e Pequim parecem dispostos a um novo confronto.
Na quinta-feira, a segunda maior economia do mundo anunciou que implementará novos controles sobre a exportação de terras raras, assim como sobre as máquinas e tecnologias necessárias para seu refino e processamento.
Essas matérias-primas são particularmente procuradas nas indústrias digital, de energia renovável e de defesa, e Pequim controla uma parte essencial da cadeia de valor de quase todos os minerais de terras raras.
Trump classificou a decisão como "extremamente agressiva" antes de ameaçar a China com uma tarifa de 100% sobre seus produtos, um imposto adicional que se somaria às taxas de pelo menos 30% já em vigor desde maio.
"A China não deveria, de forma alguma, ter permissão para manter o mundo 'refém', mas esse parece ser o seu projeto há algum tempo", disse Trump, assegurando que "muitas outras contramedidas estão sendo seriamente consideradas".
No entanto, ele suavizou o tom no domingo, afirmando que queria "ajudar a China, não prejudicá-la" e que "tudo ficará bem", apesar do "momento ruim" para o presidente chinês, Xi Jinping.
Ch.P.Lewis--AT