-
Epidemia de ebola na RD Congo é a mais letal da história do país
-
Quase 13 mil desabrigados após terremoto na Indonésia
-
Atriz Hayden Panettiere morre aos 36 anos
-
Trump ordena redução dos exercícios militares conjuntos com a Coreia do Sul poucas horas antes do início
-
Enviado de Trump se reunirá com Netanyahu após encontro com Hamas sobre plano de paz para Gaza
-
Trump anuncia redução dos exercícios militares conjuntos com a Coreia do Sul
-
Sabalenka vence Gibson e vai à 3ª rodada do WTA 1000 de Cincinnati
-
Villarreal sai atrás e busca empate contra o Racing de Santander no Espanhol
-
Lens surpreende PSG (1-0) e é campeão da Supercopa da França
-
Enviado de Trump se reúne com Hamas para promover plano de paz para Gaza
-
Barcelona chega a acordo com Manchester City pela contratação de Rodri
-
Kushner se reúne com Hamas em tentativa de impulsionar plano para Gaza
-
João Fonseca iguala Guga e avança à 3ª rodada do Masters 1000 de Cincinnati
-
Sébastien Pocognoli é o novo técnico da seleção da Escócia
-
Vitórias e estreia de estrelas em amistosos de Real Madrid e Barcelona
-
Ao menos 19 mortos em ataques entre Ucrânia e Rússia
-
Mais de 31 mil pessoas pedem investigação sobre suposto assédio a ex-acadêmico de Cambridge
-
Cristiano Ronaldo indica aposentadoria: "Provavelmente meu último ano"
-
Rybakina avança em Cincinnati e pressiona Sabalenka
-
Arsenal atropela City (3-0) e conquista Supercopa da Inglaterra
-
Com poucas esperanças, Colômbia continua remoção de escombros de terremoto
-
Os escândalos que rondam as campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro
-
Milhares de afetados aguardam ajuda após terremoto na Indonésia
-
Lula e Flávio Bolsonaro lançam suas campanhas eleitorais em meio ao desencanto dos brasileiros
Apesar dos avanços, quase 138 milhões de crianças trabalharam em 2024
Na agricultura, em fábricas ou na mineração, quase 138 milhões de crianças continuavam trabalhando em todo o mundo em 2024, informou, nesta quarta-feira (11), a ONU, alertando que no ritmo atual a erradicação do trabalho infantil levará "centenas de anos".
Ao adotar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, há uma década, todos os países do mundo se comprometeram a acabar com o trabalho infantil até 2025.
"Esse prazo chegou ao fim. Mas o trabalho infantil, não", disseram o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e a Organização Internacional do Trabalho (OIT) em um relatório conjunto.
No ano passado, 137,6 milhões de menores com idades entre 5 e 17 anos trabalhavam, o equivalente a 7,8% de todas as crianças e os adolescentes nesta faixa etária, segundo dados publicados a cada quatro anos.
Isto representa uma diminuição em relação ao ano 2000, quando 246 milhões de menores eram obrigados a trabalhar, em muitos casos para ajudar suas famílias.
Após um aumento preocupante entre 2016 e 2020, agora a tendência se reverteu: houve 20 milhões a menos de crianças trabalhando em 2024 do que há quatro anos.
"O mundo teve avanços significativos na redução do número de crianças obrigadas a trabalhar. No entanto, crianças demais continuam trabalhando em minas, fábricas ou campos, frequentemente realizando trabalhos perigosos para sobreviver", afirmou Catherine Russell, diretora-executiva do Unicef.
Segundo o informe, cerca de 40% dos quase 138 milhões de crianças e adolescentes que trabalharam em 2024 o fizeram realizando tarefas de risco, "que podiam pôr em risco sua saúde, segurança ou desenvolvimento".
Apesar de alguns raios de esperança, "não devemos passar por cima do fato de que ainda temos um longo caminho a percorrer antes de alcançar nosso objetivo de eliminar o trabalho infantil", disse o diretor-geral da OIT, Gilbert Houngbo.
"As crianças devem estar na escola, não trabalhando", afirmou.
- "Levará centenas de anos" -
No ritmo de redução atual, "levará centenas de anos" para erradicar o trabalho infantil, disse à AFP a especialista do Unicef, Claudia Cappa.
Mesmo se os países quadruplicassem o ritmo de avanço registrado desde o ano 2000, "já estaríamos em 2060", acrescentou.
O avanço para eliminar o trabalho das crianças menores é particularmente lento, ressaltou o informe.
No ano passado, quase 80 milhões de crianças entre os 5 e os 11 anos trabalhavam, aproximadamente 8,2% de todos os menores nesta faixa etária.
E, no entanto, sabe-se bem quais aspectos sociais reduzem o trabalho infantil, ressaltou Cappa.
Um dos principais fatores é a educação gratuita e obrigatória, que não só ajuda os menores a escaparem do trabalho infantil, mas os "protege de condições de emprego vulneráveis ou indecentes".
Outro fator, acrescentou, é "universalizar a proteção social" como uma forma de compensar ou aliviar as cargas sobre as famílias e as comunidades vulneráveis.
Russell, diretora-executiva do Unicef, informou, no entanto, que os cortes globais ao financiamento "ameaçam reverter os avanços conquistados com esforço".
Segundo o relatório, a agricultura é o setor que mais usa o trabalho infantil (61% dos casos), seguido do trabalho doméstico e outros serviços (27%), e da indústria (13%, incluindo a mineração e a manufatura).
A África subsaariana segue sendo a região do mundo mais afetada, com cerca de 87 milhões de crianças trabalhadoras. A região Ásia-Pacífico registrou os maiores avanços: o número de crianças que trabalhavam em 2024 caiu para 28 milhões frente a 49 milhões no ano 2000.
Na América Latina e no Caribe, o percentual de crianças e adolescentes que trabalham também diminuiu: passou de 6% em 2020 para 5,5% em 2024.
P.Smith--AT