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Segurança é reforçada em Washington após morte de funcionários da embaixada israelense
Os Estados Unidos reforçaram, nesta sexta-feira (23), a segurança em escolas e edifícios religiosos na capital, Washington, enquanto o país se recupera do ataque que matou dois funcionários da embaixada israelense do lado de fora de um museu judaico.
O homem, de 31 anos, acusado do duplo homicídio na quarta-feira passada gritou "Palestina Livre!" quando a polícia o levou embora.
"Em Washington D.C., vocês verão uma presença maior de policiais na comunidade; vocês nos encontrarão perto das nossas organizações religiosas", disse a chefe da Polícia Metropolitana (MPD), Pamela A. Smith, a repórteres.
"Vocês verão uma presença maior perto de nossas escolas e lugares como o Centro Comunitário Judaico de Washington D.C. Nos solidarizamos com a nossa comunidade judaica", acrescentou.
As autoridades locais investigam o ataque "como um ato de terrorismo e um crime de ódio". Uma audiência preliminar para o suposto assassino Elías Rodríguez, natural de Chicago, está marcada para 18 de junho.
O presidente Donald Trump, que falou com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, postou nas redes sociais que o ataque foi claramente antissemita.
A agressão, que ocorreu a apenas 1,6 km da Casa Branca, gerou indignação internacional. Israel atribuiu o ataque às críticas europeias à sua ofensiva em Gaza.
As vítimas do ataque de quarta-feira, o cidadão israelense Yaron Lischinsky e Sarah Lynn Milgrim, uma funcionária americana da embaixada, planejavam se casar.
A prefeita de Washington, Muriel Bowser, convocou seu conselho inter-religioso, líderes judaicos locais, vereadores e autoridades policiais na quinta-feira para coordenar a resposta comunitária.
"Temos uma longa trajetória e muita experiência na nossa cidade trabalhando com organizações judaicas em segurança e proteção", disse em entrevista coletiva.
W.Morales--AT