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EUA aceitou avião oferecido pelo Catar para uso presidencial
O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, aceitou um Boeing 747 oferecido pelo Catar a Donald Trump para que seja utilizado como avião presidencial, anunciou o Pentágono nesta quarta-feira (21).
A família real do emirado do Golfo ofereceu a aeronave, avaliada em cerca de US$ 400 milhões (R$ 2,26 bilhões, na cotação atual), ao Pentágono para substituir temporariamente o Air Force One.
A oferta do Catar despertou enormes questões constitucionais, éticas e de segurança por se tratar de uma aeronave doada por uma potência estrangeira para uso do presidente dos Estados Unidos.
Um líder da oposição democrata classificou o presente como "pura corrupção".
"O secretário de Defesa aceitou um Boeing 747 do Catar de acordo com todas as regras e regulamentos federais", disse o porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, em um comunicado.
"O Departamento de Defesa trabalhará para garantir que as medidas de segurança adequadas e os requisitos funcionais sejam atendidos" para "um avião utilizado para transportar o presidente dos Estados Unidos", disse Parnell.
A Constituição americana proíbe autoridades de aceitar presentes "de um rei, príncipe ou Estado estrangeiro".
Mas Trump negou que haja qualquer problema ético em aceitar o avião, dizendo que seria "estúpido" rejeitar a oferta do Catar.
"É um grande gesto", disse o bilionário de 78 anos a jornalistas que lhe perguntaram se o Catar esperava algo em troca.
"Eu jamais recusaria uma oferta dessas. Eu poderia ser estúpido e dizer: 'Não, não queremos um avião gratuito e muito caro'", acrescentou.
K.Hill--AT