-
Trump anuncia redução dos exercícios militares conjuntos com a Coreia do Sul
-
Sabalenka vence Gibson e vai à 3ª rodada do WTA 1000 de Cincinnati
-
Villarreal sai atrás e busca empate contra o Racing de Santander no Espanhol
-
Lens surpreende PSG (1-0) e é campeão da Supercopa da França
-
Enviado de Trump se reúne com Hamas para promover plano de paz para Gaza
-
Barcelona chega a acordo com Manchester City pela contratação de Rodri
-
Kushner se reúne com Hamas em tentativa de impulsionar plano para Gaza
-
João Fonseca iguala Guga e avança à 3ª rodada do Masters 1000 de Cincinnati
-
Sébastien Pocognoli é o novo técnico da seleção da Escócia
-
Vitórias e estreia de estrelas em amistosos de Real Madrid e Barcelona
-
Ao menos 19 mortos em ataques entre Ucrânia e Rússia
-
Mais de 31 mil pessoas pedem investigação sobre suposto assédio a ex-acadêmico de Cambridge
-
Cristiano Ronaldo indica aposentadoria: "Provavelmente meu último ano"
-
Rybakina avança em Cincinnati e pressiona Sabalenka
-
Arsenal atropela City (3-0) e conquista Supercopa da Inglaterra
-
Com poucas esperanças, Colômbia continua remoção de escombros de terremoto
-
Os escândalos que rondam as campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro
-
Milhares de afetados aguardam ajuda após terremoto na Indonésia
-
Lula e Flávio Bolsonaro lançam suas campanhas eleitorais em meio ao desencanto dos brasileiros
Bolsa de Metais de Londres, o último mercado financeiro movido a gritos da Europa
Na era do 'trading' eletrônico, diversos operadores de terno continuam fazendo suas transações aos berros todos os dias na Bolsa de Metais de Londres (LME), o último mercado financeiro movido aos gritos da Europa.
O formato do local, em anel, é responsável pelo seu apelido de 'ring'. O preço de referência mundial de todos os grandes metais não ferrosos é fixado ali todos os dias, entre às 12h30 e às 13h15.
Segundos antes de as negociações começarem, um 'trader' cruza o local apressadamente enquanto coloca a gravata, como exige o código de vestimenta, dirigindo-se a um dos escritórios espalhados pela sala.
Páginas rabiscadas com números e ordens do mercado de ações passam de mão em mão. Em seguida, um sino toca para sinalizar o início do leilão.
Nesse exato momento, terminam as conversas informais. As chamadas por celulares, proibidas no 'Ring', também não interromperão o leilão. Apenas os telefones fixos podem ser usados para se conectar com o mundo exterior.
"Para ser eficiente, tem que estar consciente de tudo o que acontece ao redor durante a sessão, reagir rapidamente, ser claro e audível no momento de falar", conta Giles Plumb, 'trader' na StoneX e que negocia cobre há "21 anos".
Cobre, níquel, alumínio, diversos metais não ferrosos entram na negociação. Cada pessoa tem a sua vez, em um espaço de cinco minutos.
- "Jogo de pôquer" -
"Nesse momento, posso reconhecer as pessoas por sua voz e saber do que se ocupa cada um sem olhá-las", afirma Plumb, com um sorriso constante e um terno impecável.
Esses cinco minutos de cada metal são como um "jogo pôquer", confessa Plumb. Os momentos iniciais costumam ser tranquilos. "Você senta ali", diz o 'trader', apontando para os bancos de couro vermelho dispostos em círculo.
Depois, os minutos passam e "tem que tentar não olhar para o relógio", para não parecer preocupado, em uma espécie de blefe no pôquer.
Mas quando os últimos segundos se aproximam, o 'ring' se acende e uma grande agitação se apodera de repente dos membros presentes.
O clamor sobe. Os 'traders' gritam. Se levantam e se aproximam daquele (a sala é quase exclusivamente masculina) com quem fazem negócios, sempre com um salto preso a seu assento, como estipulam as regras.
Atrás deles, os corretores da bolsa falam com seus clientes por telefone fixo, alguns com um em cada ouvido.
Apesar desse tumulto, Giles Plumb afirma que as sessões são "menos agressivas e menos competitivas" do que quando começou sua carreira.
Em seu apogeu, "esse anel estava cheio, com 22 empresas de corretagem e 300 pessoas que provocavam um enorme muro de ruído", conta.
- A concorrência da eletrônica -
Thierry Foucault, professor na HEC (Escola de Altos Estudos Comerciais) de Paris, estima que a eletrônica é "tecnicamente superior e permite uma maior liquidez nos mercados, assim como a redução dos custos de intermediação".
Em sua opinião, o leilão perdurou em alguns casos por diversas razões, "especialmente em mercados muito especializados", como o dos metais, onde o número de operadores especialistas é muito limitado.
A LME (London Metal Exchange) esteve perto de fechar depois da covid, mas decidiu manter uma de suas duas sessões diárias pessoalmente sempre que seis empresas os mais estejam dispostas a preservar esse legado da City.
Oito empresas e dezenas de pessoas seguem participando das sessões.
Aqueles que desejam seguir utilizando esse mercado "continuam fazendo isso, mas hoje em dia, a maioria das transações na LME são realizadas eletronicamente", explica a Bolsa de Metais de Londres.
"O sistema de 'trading' omline de alguma forma matou os mercados aos gritos em todo o mundo", lamenta Giles Plumb.
E.Flores--AT