-
Trump anuncia redução dos exercícios militares conjuntos com a Coreia do Sul
-
Sabalenka vence Gibson e vai à 3ª rodada do WTA 1000 de Cincinnati
-
Villarreal sai atrás e busca empate contra o Racing de Santander no Espanhol
-
Lens surpreende PSG (1-0) e é campeão da Supercopa da França
-
Enviado de Trump se reúne com Hamas para promover plano de paz para Gaza
-
Barcelona chega a acordo com Manchester City pela contratação de Rodri
-
Kushner se reúne com Hamas em tentativa de impulsionar plano para Gaza
-
João Fonseca iguala Guga e avança à 3ª rodada do Masters 1000 de Cincinnati
-
Sébastien Pocognoli é o novo técnico da seleção da Escócia
-
Vitórias e estreia de estrelas em amistosos de Real Madrid e Barcelona
-
Ao menos 19 mortos em ataques entre Ucrânia e Rússia
-
Mais de 31 mil pessoas pedem investigação sobre suposto assédio a ex-acadêmico de Cambridge
-
Cristiano Ronaldo indica aposentadoria: "Provavelmente meu último ano"
-
Rybakina avança em Cincinnati e pressiona Sabalenka
-
Arsenal atropela City (3-0) e conquista Supercopa da Inglaterra
-
Com poucas esperanças, Colômbia continua remoção de escombros de terremoto
-
Os escândalos que rondam as campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro
-
Milhares de afetados aguardam ajuda após terremoto na Indonésia
-
Lula e Flávio Bolsonaro lançam suas campanhas eleitorais em meio ao desencanto dos brasileiros
Parceiros comerciais dos EUA pedem diálogo após ofensiva protecionista de Trump
Os parceiros comerciais dos Estados Unidos pediram diálogo, nesta quinta-feira (3), após a série de tarifas alfandegárias do presidente americano, Donald Trump, que provocou quedas nas bolsas de todo o mundo.
O magnata as apresentou como uma "declaração de independência econômica" para promover uma "era de ouro" nos Estados Unidos, mas os mercados financeiros sentiram o golpe: Wall Street caiu na abertura (-2,81% para o índice Dow Jones, -4,60% para o Nasdaq e -3,39% para o S&P 500), derrubando a Europa com -2,31% em Frankfurt e -3,18% em Paris.
Em meio a temores de uma possível desaceleração econômica, os preços do petróleo caíram de 5% a 7%, e o ouro, considerado um ativo seguro, atingiu máximos históricos.
Até agora, nenhum país colocou mais lenha na fogueira: Pequim optou por "manter a comunicação" com Washington, mas pediu que anulasse "imediatamente" seus impostos e anunciou "contramedidas".
O Japão argumentou que os Estados Unidos podem ter violado as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC) e seu acordo bilateral, e a Austrália denunciou medidas que "não são atos de um amigo".
A França falou em "catástrofe" e a Espanha denunciou um "protecionismo do século XIX".
O comissário europeu do Comércio, Maros Sefcovic, falará com seus colegas americanos na sexta-feira.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, disse que não é "tarde demais" para negociar.
-"Mais forte"-
Mas Trump está convencido de que fez a coisa certa para seu país e acredita que sairá "mais forte". Isso apesar de os últimos números do déficit comercial revelarem uma lacuna enorme.
Manteve, portanto, o tom da quarta-feira: "Durante décadas, nosso país foi saqueado, violado e devastado por nações próximas e distantes, aliadas e inimigas, por igual", disse no jardim da Casa Branca.
A ofensiva protecionista consiste em uma tarifa aduaneira mínima de 10% para todas as importações, e sobretaxas seletivas para alguns países.
A conta sai cara para a China - cujos produtos serão taxados em 34%, que se somarão aos 20% impostos àquele país em fevereiro - e para a União Europeia, que terá um adicional de 20%. As taxas serão de 24% para o Japão, 26% para a Índia, 31% para a Suíça e 46% para o Vietnã.
Diversas economias latino-americanas estão na lista da Casa Branca: Brasil, Colômbia, Argentina, Chile, Peru, Costa Rica, República Dominicana, Equador, Guatemala, Honduras e El Salvador. No entanto, a tarifa aplicada a esses países será a mínima, de 10%. A exceção é a Nicarágua, que será taxada em 18%.
O Reino Unido, que está negociando um acordo comercial bilateral, saiu relativamente ileso, afetado apenas pela tarifa universal de 10%. Ainda assim, o primeiro-ministro Keir Starmer admitiu que a medida terá "um impacto" na economia britânica.
A tarifa universal de 10% entrará em vigor às 4h01 GMT (1h01 de Brasília) do próximo dia 5, e as mais elevadas em 9 de abril.
Analistas da Oxford Economics não descartam uma desaceleração econômica mundial.
"As tarifas de Trump são as mais caras e masoquistas que os Estados Unidos aplicaram em décadas", criticou Larry Summers, ex-secretário do Tesouro, na rede social X.
Segundo ele, os impostos podem levar a perdas de até 30 bilhões de dólares (170 milhões de reais).
- E os vizinhos? -
Alguns produtos, como cobre, produtos farmacêuticos, semicondutores, madeira, ouro, energia e "certos minerais" não estão sujeitos às tarifas anunciadas na quarta-feira, segundo uma nota da Casa Branca.
Cuba, Belarus, Coreia do Norte e Rússia também não estão na lista porque estão sujeitos a sanções que restringem as relações comerciais.
Nem México, nem Canadá, os parceiros dos Estados Unidos no tratado de livre comércio da América do Norte (T-MEC), estão na lista.
A Casa Branca anunciou que seus vizinhos "continuam sujeitos" aos impostos exigidos por Washington para incentivá-los a combater a imigração ilegal e o tráfico de fentanil.
Isso implica tarifas de 25% (10% para hidrocarbonetos canadenses), exceto para produtos contemplados pelo T-MEC.
Um relativo alívio para o México. "Isso é bom para o país", disse a presidente Claudia Sheinbaum.
Mas nenhum deles está imune às tarifas sobre carros importados que entraram em vigor nesta quinta-feira: +25%.
De certa forma, o México mais uma vez será beneficiado, assim como o Canadá, países onde as tarifas serão aplicadas apenas a peças individuais não originárias dos Estados Unidos.
Há outras tarifas em vigor que ninguém pode ignorar: sobre o aço e o alumínio.
E.Hall--AT