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Portugal e Espanha se comprometem a aumentar gastos militares no âmbito da Otan
Portugal mostrou-se disposto, nesta segunda-feira (27), a "acelerar" seu calendário de investimentos militares para que alcancem 2% do PIB antes de 2029, uma meta de gasto que o governo espanhol também confirmou para esse ano, em reuniões com o secretário-geral da Otan, Mark Rutte.
Portugal e Espanha fazem parte dos países com menos gastos militares dentro da União Europeia, em um momento no qual o presidente americano, Donald Trump, exigiu que os membros da Otan dediquem pelo menos 5% do Produto Interno Bruto (PIB) à defesa.
Portugal já tinha se comprometido na cúpula da Otan realizada em Washington no ano passado a alcançar 2% de seu PIB em gastos militares em 2029.
Isso já representava "um esforço financeiro importante para Portugal", disse o primeiro-ministro Luis Montenegro após um encontro com o secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Mark Rutte.
Com um gasto militar que representa 1,55% de seu PIB em 2024, Portugal está entre os países da aliança que menos investem em defesa.
Por sua vez, o chefe de governo da Espanha, Pedro Sánchez, se comprometeu a alcançar 2% do PIB daqui até 2029, segundo o comunicado da Presidência de governo emitido após o encontro com Mark Rutte.
"Pedro Sánchez destacou que a Espanha aumentou os gastos em defesa em 70% na última década, sendo o terceiro país aliado que mais aumentou", segundo o comunicado.
"Além disso, o presidente de governo colocou ênfase em que a segurança deve ir além do gasto em defesa, e insistiu em que a Espanha está entre os dez principais contribuintes em gastos absolutos em defesa", acrescentou.
Sánchez ressaltou que a Espanha "é o primeiro em porcentagem de gasto em defesa em operações, destinando quase dez vezes mais que a média dos Aliados".
A Espanha, com um esforço em matéria de defesa de 1,28% de seu PIB em 2024, é de todos os membros da Otan o país que gasta menos nesse setor em relação ao tamanho de sua economia.
N.Mitchell--AT