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Argentina registra superávit fiscal anual por primeira vez desde 2010
A Argentina encerrou 2024 com um superávit anual em suas contas públicas pela primeira vez desde 2010, após o ajuste fiscal aplicado pelo presidente Javier Milei, anunciou o governo do país nesta sexta-feira (17).
"As promessas foram cumpridas. Déficit zero é uma realidade. Viva a liberdade, caralho [sic]", publicou Milei em suas redes sociais, lembrando sua promessa de campanha de 2023, quando ele percorria as ruas de Buenos Aires com uma motosserra, que simbolizava os cortes nos gastos públicos.
O ministro da Economia argentino, Luis Caputo, destacou no X que "o resultado fiscal divulgado hoje dever ser entendido como um marco" na história do país, e que a última vez que ele ocorreu havia sido em 2010.
Em 2024, o superávit primário foi de 1,8% do PIB, enquanto o financeiro foi de 0,3%. O único mês com déficit foi dezembro, segundo Caputo.
O Instituto Argentino de Análise Fiscal (Iaraf) apontou que o ajuste aplicado por Milei foi de 4,7% do PIB, uma vez que o déficit fiscal em 2023 foi de 4,4%. O setor que mais sentiu os cortes foi o de aposentadorias e pensões, que suportou 19% do total.
Além do superávit, a Argentina observou uma desaceleração da inflação em 12 meses de quase 94 pontos percentuais em dezembro, quando ela fechou em 117,8% para 2024, contra 211,4% em 2023. No entanto, continua sendo uma das mais altas do mundo.
O outro lado da moeda foi a consolidação da recessão e um salto da pobreza em 11 pontos no primeiro semestre, quando ela atingiu 52,9% da população, embora haja indícios de que tenha diminuído no segundo semestre. A divulgação dos dados atualizados está prevista para março.
O.Ortiz--AT