-
Colômbia busca desaparecidos e pede aos EUA suspensão de tarifas após terremoto
-
Djokovic cai em sua estreia na 2ª rodada do Masters 1000 de Cincinnati
-
PSG anuncia contratação do atacante belga Mika Godts
-
Milan de Rúben Amorim vence Manchester United em amistoso na Polônia
-
Morre mulher que ficou por mais tempo sob os escombros do terremoto na Colômbia
-
Lateral inglês Djed Spence deixa o Tottenham e assina com a Inter de Milão
-
PSG visita o Lens em busca da segunda Supercopa da semana
-
Milhares de fãs de Bonnie Tyler acompanham seu caixão no País de Gales
-
Filipe Luís quer convencer no Monaco para se consolidar como técnico na Europa
-
Onze mortos em bombardeios israelenses no sul do Líbano
-
Mais de 40 mortos após terremoto de magnitude 7,7 na Indonésia
-
Ex-professor de Cambridge envolvido em escândalo de plágio é encontrado morto
-
Atlético de Madrid anuncia contratação do zagueiro argentino Cristian Romero
-
Ferran Torres deixa o Barcelona e assina com o PSG até 2031
-
Incêndios florestais não dão trégua na Europa
-
Ao menos 40 mortos após terremoto de magnitude 7,7 na Indonésia
-
Talibãs comemoram cinco anos no poder no Afeganistão
-
Teerã responde a Trump: Estreito de Ormuz é iraniano
Rússia e Irã assinam novo pacto estratégico que fortalece laços militares e comerciais
Rússia e Irã assinaram um novo tratado estratégico, nesta sexta-feira (17), que fortalece seus laços militares e econômicos, um pacto entre dois países sob duras sanções que provavelmente disparará alarmes no Ocidente.
O presidente russo, Vladimir Putin, e seu homólogo iraniano, Massoud Pezeshkian, assinaram o acordo em uma cerimônia no Kremlin, em Moscou.
O conteúdo do texto não foi divulgado, mas após assinar o documento, Putin comemorou os "objetivos ambiciosos" do acordo e enfatizou que os dois países estão "unidos" para levar seu relacionamento "a um novo patamar".
O anúncio foi feito poucos dias antes do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, assumir o cargo.
Durante seu primeiro mandato (2017-2021), Trump retirou Washington do acordo nuclear com o Irã assinado em 2015 com a comunidade internacional e impôs sanções severas como parte de sua política de "pressão máxima" contra Teerã.
Rússia e Irã — cujas economias estão sobrecarregadas por sanções — têm trabalhado em uma reaproximação acelerada nos últimos anos, principalmente desde a ofensiva na Ucrânia em fevereiro de 2022.
Ambos os países sofreram reveses e perda de influência, principalmente em dezembro, quando seu aliado Bashar al-Assad foi deposto na Síria.
Segundo o presidente iraniano, o acordo permitirá "dinamizar" e fortalecer os laços, disse ele, no Kremlin.
Antes da assinatura, Putin enfatizou que o pacto oferece "um novo ímpeto em quase todas as áreas de cooperação".
Rússia e Irã, juntamente com China e Coreia do Norte, apresentam-se como contrapesos à influência dos Estados Unidos. Eles criaram laços estreitos, especialmente militares, e apoiam-se mutuamente em uma série de questões internacionais, do Oriente Médio ao conflito na Ucrânia.
Pezeshkian, que chegou a Moscou na manhã desta sexta-feira, depositou uma coroa de flores no Túmulo do Soldado Desconhecido e se encontrou com o primeiro-ministro russo, Mikhail Mishustin.
O acordo desta sexta-feira abordará "cooperação econômica e comercial nas áreas de energia, meio ambiente e questões de defesa e segurança", disse a embaixada iraniana na Rússia na semana passada.
"Este é um passo em direção à criação de um mundo mais justo e equilibrado. O Irã e a Rússia, conscientes de sua responsabilidade histórica, estão construindo uma nova ordem", escreveu Abbas Araqchi, chefe da diplomacia iraniana, em um artigo publicado pela agência de notícias russa Ria Novosti.
Pezeshkian, um aliado de Moscou, pediu nesta sexta-feira que Rússia e Ucrânia chegassem a um "acordo político" para encerrar o conflito, em uma declaração ao lado de Putin no Kremlin.
"Envolver-se em combates e guerras não é uma solução para o problema", disse o presidente iraniano em comentários traduzidos para o russo. "Portanto, somos a favor de um acordo político entre Rússia e Ucrânia", acrescentou Pezeshkian, cujo país, segundo o Ocidente, enviou armas para a Rússia.
S.Jackson--AT