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Produção de café cresceu 23% na Colômbia em 2024, a melhor safra em 5 anos
A Colômbia fez em 2024 sua melhor colheita de café em cinco anos, com 13,9 milhões de sacas de 60 kg do grão, um crescimento de 23% em relação a 2023, informou a federação nacional do setor nesta quarta-feira (8).
"Os esforços realizados pelos cafeicultores e liderados pela associação em matéria de renovação, fertilização, crescimento da participação de variedades resistentes, são e serão a chave para aumentar a produção", comemorou o gerente-geral da Federação Nacional de Cafeicultores (FNC), Germán Bahamón, na rede X.
A safra de café colombiano, o melhor suave do mundo, é a mais abundante desde 2019, quando foram colhidas 14,8 milhões de sacas.
"Quanto às exportações, os dados preliminares apontam que colocamos no mercado internacional 12,3 milhões de sacas, ante 10,5 milhões em 2023, o que implica um crescimento de +16%", acrescentou Bahamón.
O valor da safra foi equivalente a aproximadamente 3,7 bilhões de dólares (mais de R$ 22 bilhões, na cotação atual), no momento em que o preço da variedade arábica, que a Colômbia produz, atinge máximos históricos nos mercados internacionais.
Uma "cifra recorde", assinalou a FNC, impulsionada por um preço internacional que, em novembro de 2024, alcançou seu máximo em quase meio século, com a libra de café arábica sendo negociada a 3,20 dólares em Nova York, um valor que não era visto desde 1977.
O movimento explica-se, sobretudo, pela crescente preocupação sobre a safra no Brasil, afetado por uma grave seca.
A cafeicultura na Colômbia, que tem a terceira maior produção do mundo, atrás de Brasil e Vietnã, abrange mais de 600 municípios e dá sustento a cerca 540 mil famílias, embora haja uma redução sustentável de área cultivada desde 2019.
Para a quarta economia da América Latina, o café representa um dos principais setores de exportação, depois do petróleo e da mineração.
P.A.Mendoza--AT