-
Justiça do Peru anula condenação de ex-primeira dama por caso Odebrecht
-
Corinthians arranca empate (0-0) contra o Rosario Central na ida das oitavas da Libertadores
-
Bolívia lança plano para conter expansão de grupos criminosos do Brasil
-
EUA executa três condenados à morte no mesmo dia
-
Começa apuração-chave para líder do partido anti-imigração britânico
-
Diminuem as esperanças de encontrar sobreviventes do terremoto na Colômbia
-
Ben Shelton vence Nakashima e é bicampeão do Masters 1000 do Canadá
-
Oposição se compromete a impulsionar libertação de presos políticos na Venezuela
-
Mirassol cede empate no fim contra LDU (1-1) na ida das oitavas da Libertadores
-
Com assistências de Neymar, Santos vence Macará (2-1) de virada na ida das oitavas da Sul-Americana
-
Vance diz que preço do petróleo é prioridade dos EUA na guerra contra Irã
-
Swiatek vence Rybakina e conquista WTA 1000 de Toronto
-
Resgates na Colômbia diminuem após terremoto, enquanto crescem os acampamentos de sobreviventes
-
Médicos deveriam ter 'mudado a abordagem' em relação aos sintomas de Maradona, diz perito
-
Incêndio florestal obriga evacuação por mar de quase 500 turistas na Grécia
-
Bombardeios israelenses deixam dois mortos em Gaza
-
Rússia e Japão reacendem disputa territorial após visita de Putin às Ilhas Curilas
-
Supercopa da Europa 'foi a minha Copa do Mundo', escreve árbitro somali
-
Sobreviventes reencontram animais de estimação após terremoto na Colômbia
-
PSG chega a princípio de acordo com Barça para contratar Ferran Torres
-
Inflação na Argentina acelera levemente em julho
-
Florent Manaudou, lenda da natação francesa, anuncia aposentadoria
-
Astros sul-americanos sem clube buscam aquela que pode ser sua 'última dança'
-
EUA executa dois presos, um terceiro aguarda no corredor da morte
-
EUA planeja ataques 'em terra' contra traficantes com parceiros latino-americanos
-
Atacante sérvio Dusan Vlahovic deixa Juventus e assina com Besiktas
-
Putin visita ilhas disputadas com Japão pela primeira vez; Tóquio protesta
-
Barthez se junta à comissão técnica de Zidane na seleção francesa
-
Supercopa da Espanha de 2027 será disputada na Turquia
-
Explosão é registrada em fábrica de munições perto de Roma
-
Colômbia esgota prazo crucial para encontrar sobreviventes de terremoto
-
Israel envia tropas a uma cidade da Cisjordânia em meio a críticas dos EUA
-
Corte dos EUA indefere ação do governo Trump contra Harvard por antissemitismo
-
Turistas são evacuados no norte da Grécia por incêndio perto de Tessalônica
-
Rebeldes houthis reivindicam ataque contra refinaria saudita
-
México diz que Colômbia vetou envio de socorristas por falta de certificação
-
EUA afirma que 40 países servem de base para reenvio de produtos chineses
-
Porsche prevê parar de produzir o Taycan, seu único modelo 100% elétrico, até 2030
-
Raúl Castro reaparece em público em homenagem ao irmão, Fidel, em Havana
-
Futuro de Infantino deve ser decidido nas eleições, diz dirigente do futebol africano
-
Sindicato sueco encerra greve na Tesla após quase três anos
-
Manchester City renova com Jérémy Doku por mais cinco anos
-
Irã exige compensações por maré negra no Estreito de Ormuz
-
Bomba soviética de 500 kg é encontrada em jardim no Afeganistão
-
Irã afirma que controla o Estreito de Ormuz e contradiz Trump
-
Após 72 horas, Colômbia corre para encontrar sobreviventes após terremoto
-
Matthew McConaughey e seu doce retorno ao cinema com 'The Rivals of Amziah King'
-
IA tira trabalho de videntes cegos na Coreia do Sul
-
Fluminense demite técnico Zubeldía após oito partidas sem vitórias
-
Embaixador americano em Israel denuncia cerco de colonos a famílias palestinas na Cisjordânia
Acionistas dizem 'amém' para aumento de salários dos executivos nos EUA
Os salários dos executivos das grandes empresas americanas estão aumentando muito mais rápido do que a remuneração média dos trabalhadores do setor privado, disparidade que ocorre sem objeções por parte dos acionistas, seduzidos pelos preços atuais das ações e por uma maior transparência.
Entre 2017 e 2023, a remuneração média de um executivo do índice ampliado S&P 500, que agrupa as 500 maiores empresas americanas, aumentou quase 40%, segundo uma pesquisa da empresa Equilar, em comparação com apenas 27% para os trabalhadores do setor privado nos Estados Unidos.
Para os executivos, esse valor é de 16,3 milhões de dólares (R$ 87,4 milhões) anuais.
Este aumento não gerou muitos sobressaltos entre os acionistas, que este ano rejeitaram em apenas dois casos os planos de remuneração patronal quando o assunto foi levantado em assembleias, segundo a empresa ISS-Corporate.
Em 2021 e 2022, uma série de reveses afetou vários grandes nomes corporativos de Wall Street, desde Starbucks e o banco JPMorgan Chase até as tecnológicas Intel e General Electric.
"Os investidores finalmente estão se rebelando contra os aumentos salariais massivos dos chefes", destacou a revista Time em junho de 2022, antes que essa aparente reticência desaparecesse quase tão rapidamente quanto surgiu.
"Os acionistas tendem a votar contra os planos após um mau desempenho da empresa ou queda no preço das ações", explicou Kevin Murphy, professor da universidade USC e especialista em remuneração executiva.
- Mais transparência -
Destaca-se que, no momento da rebelião dos acionistas, a pandemia de coronavírus havia abalado gravemente a economia e os mercados financeiros.
"Alguns preços (das ações) haviam se recuperado, mas não todos", lembrou ele. Por outro lado, o contexto atual do mercado, no qual Wall Street bateu dezenas de recordes desde o início do ano, não incentiva protestos.
Os acionistas da fabricante de carros elétricos Tesla até validaram na quinta-feira o enorme plano de compensação do magnata Elon Musk, avaliado em pouco menos de 50 bilhões de dólares (R$ 268,1 bilhões).
A chamada lei Dodd-Frank, nascida da crise financeira de 2008 e que se espalhou pelo mundo, exige desde 2011 que as empresas listadas em bolsa submetam a remuneração de seus executivos a uma votação dos acionistas pelo menos uma vez a cada três anos, uma disposição conhecida como "Say on Pay" (opinião sobre remuneração).
A votação é meramente consultiva, mas, em caso de uma negativa dos acionistas, a maioria dos conselhos administrativos das corporações renuncia e modifica o pacote salarial.
"Say on Pay" introduziu transparência no mundo empresarial, que "abandonou as más práticas. Sob esse ponto de vista, acredito que as coisas estão muito melhores", avaliou Rosanna Landis Weaver, da associação de defesa dos acionistas As You Sow.
- Sem objeções -
A Lei Dodd-Frank também exige que as corporações publiquem a relação entre a remuneração do principal diretor executivo e o salário médio na empresa.
Em 2023, um diretor corporativo recebia, em média, 196 vezes o salário médio dos funcionários de sua empresa, muito acima das 158 vezes de cinco anos atrás, segundo a Equilar.
De acordo com uma pesquisa divulgada nesta semana pela Universidade Bentley em conjunto com o Instituto Gallup, 82% dos americanos consideram "algo" ou "extremamente" importante "evitar uma diferença salarial muito significativa entre os chefes e os funcionários médios".
"É um tema delicado", sublinhou na pesquisa Kristina Minnick, professora de finanças da Bentley, que explicou que "os altos salários podem atrair melhores profissionais, mas também podem ser considerados excessivos".
No entanto, os defensores da limitação à remuneração dos executivos não encontram apoio dentro de um eleitorado mais amplo.
Os projetos de lei apresentados nos últimos meses pelos congressistas Alexandria Ocasio-Cortez e Bernie Sanders, duas figuras da ala esquerda do Partido Democrata, continuam bloqueados na Câmara dos Representantes americana.
O "Say on Pay" levou muitas empresas a recorrer a consultorias especializadas e a utilizar escalas de referência para comparar seus planos salariais com os do resto do mercado.
Portanto, "há pouquíssimos exemplos recentes de um diretor executivo que tenha recebido uma quantia exorbitante ao deixar o cargo", argumentou David Yermack, professor de finanças na Universidade de Nova York.
N.Walker--AT