-
Coreia do Norte diz ter testado míssil de médio alcance equipado com IA
-
China abre investigação antidumping sobre importação de produto químico da UE
-
Congresso da Bolívia substitui procurador-geral detido por interino
-
Milhares protestam na Espanha pelo direito à moradia
-
Copiloto de voo da Flydubai rumo a Israel planejava "ato terrorista", segundo Emirados
-
Mais para o exército, menos para a educação: destaques do orçamento russo para 2027
-
Copiloto de voo da Flydubai planejava "ato terrorista", diz procurador emiradense
-
Sinner também ficará de fora do Masters 1000 de Xangai
-
Verstappen (Red Bull) conquista pole do GP do Bahrein na Malásia, Bortoleto é 10º
-
Alcaraz vence Arnaldi e avança às quartas de final do ATP 500 de Tóquio
-
OEA concorda em criar grupo de negociação com a Nicarágua
-
G7 concorda em liberar até 100 milhões de barris de diesel e petróleo para conter preços
-
Itália de Mancini segura França de Zidane com empate na Liga das Nações
-
Com gols de De Bruyne e Lukaku, Bélgica vence Turquia na Liga das Nações
-
Piloto da Flydubai: 'Não podia deixar todas aquelas pessoas morrerem'
-
'Importante em qualquer momento do jogo', diz técnico da Espanha sobre Yamal
-
Caos sobre debate presidencial gera críticas por censura
-
Amazon promete investimento bilionário em comunidades com centros de dados de IA
-
Governadora de Nova York propõe reforma de lei após suposto estupro coletivo em universidade
-
Protestos estudantis se espalham pela França em meio a confrontos com a polícia
-
Djokovic sofre, mas avança no ATP 500 de Pequim e espera Zverev nas quartas de final
-
OEA criará grupo de negociação com Nicarágua
-
Ancelotti dá novo voto de confiança a Vini na Seleção, apesar de má fase no Real Madrid
-
Milei diz que 'está escrevendo uma página da história' argentina ao receber prêmio em Paris
-
G7 concorda em liberar até 100 milhões de barris de diesel e petróleo para conter os preços
-
A odisseia de Lula em imagens
-
Com problema no tornozelo, Ferran Torres é cortado da seleção espanhola
-
Tuchel admite que caso City é assunto do momento na seleção inglesa
-
Congresso espanhol rejeita decretos sobre moradia e aumenta pressão sobre Sánchez
-
Messi desembarca na Argentina para despedida da seleção
-
EUA acusa empresário de contrabandear tecnologia de IA para China
-
Ferrari e Red Bull ditam ritmo nos primeiros treinos livres do GP do Bahrein de F1
-
Dario Amodei, empresário da IA que permanece um enigma
-
Desemprego aumenta e menos empregos são criados nos EUA em setembro
-
Futebol inglês teme 'graves consequências' diante de caso do City, que se defende
A vida sem redes sociais no Turcomenistão
"Sabemos que o Facebook, Instagram e YouTube existem, mas não temos acesso. Aqui, todos são bloqueados", conta Byashim Ishanguliyev, um vendedor de frutas no Turcomenistão, um dos países mais fechados do mundo, onde o Estado domina a internet quase completamente.
Passar por cima dessas proibições, nesta antiga república soviética da Ásia Central, rica em hidrocarbonetos, é uma verdadeira corrida de obstáculos.
"Algumas pessoas conseguem se conectar a uma VPN, mas é temporário (porque) também será bloqueada", disse Ishanguliyev, de 19 anos, em um mercado na capital, Ashgabat.
"A internet é lenta, então, se alguém consegue baixar um vídeo, um clipe ou um filme interessante, assistimos todos juntos" com os amigos, explica o jovem.
No entanto, para o presidente do país, Serdar Berdymujamedov, essas medidas drásticas não são suficientes.
Em meados de janeiro, o líder anunciou sua intenção de "reforçar a cibersegurança do país", seguindo os passos das restrições impostas por seus antecessores - seu pai Gurbanguly Berdymujamedov e o falecido Saparmurat Niazov.
Os principais serviços de mensagens estão proibidos: não há WhatsApp, Viber, Signal ou Telegram. Como substituto, o governo criou um aplicativo, o Bizbarde, sob seu controle.
Para vídeos online, as autoridades lançaram o Belet Video, uma espécie de alternativa ao YouTube filtrada de qualquer conteúdo que possa revelar o mundo exterior aos turcomenos, seja notícias ou entretenimento.
- Sem opções -
"Não há panorama midiático", resumiu para a AFP o redator do site de informações Turkmennews, Ruslan Miatiev. O portal é proibido em seu país.
Os turcomanos só veem "propaganda para promover o culto à personalidade dos Berdymujamedov", explicou o jornalista, atualmente morando na Holanda.
"E para evitar que essa realidade paralela criada pelos meios de comunicação desmorone, os governantes bloqueiam a internet", garantiu.
Os veículos de comunicação turcomanos, todos estatais, só divulgam informações oficiais, com ênfase especial nos agradecimentos e elogios às autoridades do país.
Yusup Bakhshiyev, um funcionário de 38 anos de Ashgabat, tinha acesso a mais canais estrangeiros via satélite. No entanto, diz que agora é impossível.
"Funcionários da prefeitura vieram à minha casa e disseram para eu remover a antena porque estragava a arquitetura da cidade", lembrou.
Depois, ele se cadastrou na televisão a cabo turcomana. "Com isso, o Estado controla a informação e recebe receitas com a assinatura", pontuou.
Algumas redes ocidentais como France 24, BBC e Euronews são autorizadas, mas sua audiência é escassa em um país onde o inglês é pouco falado.
- "Pior do pior" -
Todos os dias, os turcomenos assistem a programas nos quais Berdymujamedov repreende seus ministros, planta árvores no deserto ou recebe aplausos.
Seu pai Gurbanguly, o "herói protetor" (Arkadag) e "chefe da nação turcomana" com grandes prerrogativas, torna-se cada vez mais excêntrico com o culto à sua personalidade.
Às vezes, chega ao absurdo. O jornal Arkadag informou uma vez que Arkadag (Gurbanguly) viajou para Arkadag (cidade fundada em sua homenagem) para parabenizar os jogadores vitoriosos do time Arkadag.
A ONG americana Freedom House, que analisa as liberdades civis e políticas, classificou o Turcomenistão na categoria de "pior do pior" com uma pontuação de 2 em 100, ainda menor do que a Coreia do Norte, com 3.
O Turcomenistão também ocupa uma das últimas posições no ranking de liberdade de imprensa do Repórteres Sem Fronteiras.
Mas nada disso preocupa Oksana Shumilova, funcionária de uma construtora de Ashgabat, que está encantada com a estabilidade do país.
Assinante do jornal "Turcomenistão Neutro" (em tradução literal), com a inevitável foto do presidente na capa, ela assegura à AFP que sente uma "sensação de estabilidade e tranquilidade", porque "não tem artigos críticos nem informações negativas".
P.Hernandez--AT