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UE reduz previsão de crescimento para 2023 e eleva projeção de inflação para 2024
A União Europeia (UE) reduziu nesta quarta-feira (15) a expectativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para 2023 e elevou a projeção da inflação para 2024, consequências do impacto da política monetária.
"Estamos chegando ao final de um ano desafiador para a economia da UE. As pressões dos preços e a rigidez monetária para controlá-las (por parte do Banco Central Europeu) tiveram um impacto para as famílias e as empresas", disse o comissário europeu da Economia, Paolo Gentiloni.
No relatório de outono (hemisfério norte, primavera no Brasil), a Comissão Europeia, o Executivo da UE, afirma que o crescimento do PIB na zona do euro em 2023 será de 0,6%, dois décimos a menos que na previsão publicada no semestre passado.
Para 2024, a Comissão projeta um crescimento de 1,2%, um décimo a menos que a previsão anterior.
Na terça-feira, a agência europeia de estatísticas Eurostat confirmou um retrocesso de 0,1 ponto percentual no PIB da Eurozona no terceiro trimestre do ano.
A Eurostat registrou o resulta depois de uma estagnação (0,0%) no primeiro trimestre de 2023 e de uma leve expansão 0,2% no segundo.
Nas projeções divulgadas nesta quarta-feira, a Comissão afirma que os dados preliminares sobre o desempenho da economia europeia em outubro "indicam uma atividade igualmente moderada no quarto trimestre".
A Comissão destaca que a economia europeia "perdeu impulso este ano, em um cenário marcado pelo custo de vida elevado, demanda externa frágil e o endurecimento da política monetária".
"Depois de uma expansão robusta na maior parte de 2022, o PIB registrou contração no fim do ano e praticamente não cresceu nos três primeiros trimestres de 2022", afirma o relatório.
- Inflação -
O conjunto de projeções do outono inclui pela primeira vez alguns países candidatos a entrar para a UE: Bósnia-Herzegovina, Ucrânia e Moldávia.
Para a Ucrânia, a Comissão projeta crescimento de 4,8% em 2023, 3,7% em 2024 e 6,1% em 2025, depois de uma queda expressiva 29% em 2022 provocada pela invasão russa.
A recuperação é baseada em "safras excepcionais e estímulos governamentais sustentados pelo apoio de aliados internacionais, assim como pelo compromisso das autoridades (locais) em garantir a estabilidade macrofinanceira".
A Comissão também divulgou as estimativas para a inflação. Para 2023, a previsão de índice de preços de 5,6% foi confirmada.
Para 2024, o relatório afirma que o índice de preços na Eurozona alcançará 3,2%, três décimos acima das previsões anteriores.
Ao comentar o perfil da inflação, a Comissão afirmou que moderação registrada em 2022 foi motivada pela queda dos preços do setor de energia.
Agora, no entanto, "tem uma base mais ampla nas principais categorias de consumo, além da energia e dos alimentos", observou a Comissão no relatório.
Para o comissário Gentiloni, as tensões geopolíticas também representam uma nuvem sobre o desempenho econômico da Europa.
"O conflito no Oriente Médio teve até agora um impacto econômico limitado fora daquela região, mas o aumento das tensões geopolíticas eleva a incerteza e os riscos", comentou.
R.Chavez--AT