Arizona Tribune - Depois da Meta, TikTok aceita limitar tempo de uso dos adolescentes

Depois da Meta, TikTok aceita limitar tempo de uso dos adolescentes
Depois da Meta, TikTok aceita limitar tempo de uso dos adolescentes / foto: Nicolas TUCAT - AFP

Depois da Meta, TikTok aceita limitar tempo de uso dos adolescentes

O TikTok aceitou nesta sexta-feira (25) limitar a duas horas o uso de seu aplicativo por parte de adolescentes, assim como havia feito antes a Meta, proprietária do Instagram, após chegar a um acordo com o estado do Alabama, no sudeste dos Estados Unidos.

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Dessa forma, as redes sociais caminham para a adoção de um conjunto de regras comuns negociadas com os estados.

Quando faltavam três dias para enfrentar o primeiro julgamento movido por um estado, o TikTok chegou a um acordo, anunciou nesta sexta o procurador-geral do Alabama, Steve Marshall.

A plataforma de vídeos curtos pagará US$ 116,2 milhões (R$ 602,3 milhões), dos quais US$ 100 milhões (R$ 518,4 milhões) a título de reparação. O valor poderá chegar a US$ 300 milhões (R$ 1,55 bilhão) se outros estados aceitarem acordos semelhantes, segundo o texto do acordo, que exclui reconhecimento de responsabilidade.

As grandes plataformas enfrentam uma enxurrada de processos judiciais nos Estados Unidos, onde milhares de famílias e distritos escolares, assim como praticamente a totalidade dos estados, as acusam de prejudicar a saúde mental dos jovens. A Meta aceitou em agosto pagar cerca de US$ 17 bilhões (R$ 88,1 bilhões) para encerrar as ações.

O TikTok terá de impor por padrão um limite diário de duas horas para jovens de 13 a 17 anos, cortar seu acesso entre meia-noite e 6h e suspender as notificações durante o horário de aulas. Também terá de reforçar a verificação de idade, proibir filtros estéticos para adolescentes e oferecer a eles um fluxo de conteúdos não personalizado.

- "Grande dia" -

O acordo retoma igualmente o mecanismo firmado com a Meta: restrições mais rígidas, entre elas uma desconexão noturna das 22h às 7h, apenas se Meta, Snap e YouTube se comprometerem a fazer o mesmo no Alabama.

"É um grande dia para os pais do Alabama", celebrou o procurador Marshall, ao assegurar que a TikTok aceitou "dar aos pais um controle real sobre o que seus filhos veem e sobre o tempo que passam no aplicativo".

No texto do acordo, o Alabama sustenta que com o novo entendimento cumpre as condições acertadas com a Meta para receber 117 milhões de dólares. Outros 184 milhões adicionais serão desembolsados por etapas, à medida que 10, 20, 30 e depois 40 procuradores-gerais fecharem acordos semelhantes com a companhia.

A prioridade do TikTok "sempre foi fomentar um espaço seguro e positivo, onde cada um possa ser criativo, descobrir o que gosta e se conectar com sua comunidade", disse um porta-voz da empresa à AFP.

Até agora, o TikTok sempre chegou a acordos na véspera dos julgamentos. Se o caso tivesse chegado à fase de julgamento, a empresa teria de expor a gestão da segurança dos menores no aplicativo, por meio da análise de documentos internos e dos depoimentos de funcionários e executivos.

A.Moore--AT