-
Argentina vislumbra bicampeonato na sexta Copa do Mundo de Messi
-
Trump chega ao G7 na França após alcançar acordo com o Irã
-
Jogador espanhol Rafa Mir é condenado a 8 anos e meio de prisão por agressão sexual
-
Espanha e Uruguai estreiam na Copa do Mundo em meio a holofotes para o Irã
-
Espanha e Uruguai estreiam na Copa do Mundo em meio a holofotes para Irã
-
OMS e Lula pedem ao G7 que conclua tratado sobre pandemias
-
Terapia musical: concertos de música clássica em Nova York para pessoas com demência
-
O que se sabe sobre o acordo entre Estados Unidos e Irã?
-
Real Madrid confirma acordo com Chelsea por espanhol Marc Cucurella
-
Reino Unido proibirá acesso às redes sociais para menores de 16 anos
-
Trump se reúne com aliados do G7 após anúncio de acordo com o Irã
-
EUA e Irã anunciam acordo para o fim da guerra no Oriente Médio
-
Filho da princesa herdeira da Noruega condenado a 4 anos de prisão por estupro
-
Ataque russo mata 11 na Ucrânia e provoca incêndio em catedral de Kiev
-
Taty Almeida, símbolo das Mães da Praça de Maio, morre aos 95 anos
-
Trump celebra 80 anos com evento do UFC na Casa Branca
-
Suécia goleia Tunísia na estreia (5-1) e lidera grupo F da Copa de 2026
-
Bellingham pode ser o "fator X" da Inglaterra na Copa do Mundo, avisa Henderson
-
Enfrentar a Espanha na estreia da Copa "é um sonho", diz técnico de Cabo Verde
-
Costa do Marfim vence Equador no fim (1-0) em sua estreia na Copa do Mundo
-
Bélgica da era pós-Hazard estreia na Copa de 2026 contra o Egito de Salah
-
Japão arranca empate com Países Baixos (2-2) na abertura do Grupo F da Copa do Mundo
-
Panamá nega que será 'saco de pancadas' de seus rivais na Copa, como apontou Ibrahimovic
-
EUA e Irã anunciam acordo e fim "permanente" das operações militares
-
Uruguai estreia na Copa contra Arábia Saudita em meio a incertezas e desfalques importantes
-
Deschamps prepara França sem surpresas para estreia na Copa contra Senegal
-
Nagelsmann destaca paciência e intensidade da Alemanha na goleada sobre Curaçao
-
Messi chega à sua histórica sexta Copa do Mundo 'empolgado como sempre'
-
Fortes distúrbios em Genebra contra cúpula do G7 na França
-
'Não é uma vergonha', diz técnico de Curaçao após derrota por 7 a 1 para Alemanha
-
Cantor americano e youtuber argentino entre mortos em colisão de helicópteros no Rio
-
Fortes distúrbios em protesto em Genebra contra cúpula do G7 na França
-
Alemanha atropela Curaçao (7-1) na estreia na Copa do Mundo
-
Alívio na Suíça após rejeição de limite à imigração
-
Trump condena ataque israelense contra Beirute e garante que acordo segue próximo
-
Dembélé busca repetir na seleção francesa o bom rendimento no PSG
-
Seis mortos após colisão de helicópteros no Rio de Janeiro
-
Azarão do Grupo H, Cabo Verde quer fazer história em sua 1ª Copa do Mundo
-
Marrocos e outras federações africanas criticam Uefa por 'falta de reconhecimento'
-
Vekic derruba Raducanu e é campeã do WTA 500 de Queen's
-
Majchrzak surpreende De Minaur e é campeão do ATP 250 de 's-Hertogenbosch
-
Ben Shelton é campeão do ATP 250 de Stuttgart e conquista seu 1º título na grama
-
Irã considera 'inútil' negociar com EUA após ataque em Beirute e provoca dúvida sobre acordo
-
Hamilton conquista 1ª vitória pela Ferrari no GP de Barcelona-Catalunha de F1
-
Irã chega aos EUA para Copa do Mundo em meio à tensão geopolítica
Bad Bunny, o fenômeno de Porto Rico no topo do mundo
Um olhar musical sobre o legado colonial, uma sequência de shows com lotação esgotada e álbuns no topo das listas de reprodução: ninguém se iguala a Bad Bunny.
Neste domingo (1º), o fenômeno porto-riquenho alcançou mais um marco histórico, ao ganhar o cobiçado Grammy de Álbum do ano com seu bem-sucedido "DeBÍ TiRAR MáS FOToS", tornando-se, assim, o primeiro artista com um trabalho totalmente em espanhol a levar o prêmio.
E foi majoritariamente em espanhol que Benito Antonio Martínez Ocasio, seu nome de registro, aceitou a honraria.
"Obrigado, mamãe, por me parir em Porto Rico", disse o músico de 31 anos, que ao longo de sua ascensão meteórica, manteve sua produção em espanhol.
O astro dedicou o reconhecimento "a todos os artistas que vieram antes (...) e que mereciam estar neste palco, recebendo este prêmio".
Trata-se de um marco apropriado em mais um ano extraordinário para o músico, no topo da música.
Sua carreira tem apenas uma década, embora bem-vivida ao derrubar várias barreiras que ainda existiam para a música latina em espanhol.
A maré positiva deve continuar, pois dentro de uma semana ele se apresentará em um dos eventos mais importantes do mundo: o intervalo da final da Liga de futebol americano.
O 'coelho mau', (seu nome artístico em inglês) foi o primeiro e, por enquanto, o único artista em espanhol a ser indicado ao álbum do ano.
A primeira vez foi com "Un verano sin ti", em 2022.
Também foi o primeiro cantor em espanhol a liderar uma noite do festival californiano de Coachella com um show de duas horas em 2023.
Esse set foi uma espécie de antecipação à aula de história da música de Porto Rico que Bad Bunny daria com "DeBÍ TiRAR MáS FOToS", que promoveu com uma residência de três meses em sua terra natal.
Um detalhe significativo da experiência é que o artista restringiu os primeiros nove shows desta residência aos habitantes de Porto Rico, sob controle dos Estados Unidos desde 1898.
À residência, seguiu-se uma turnê mundial que não incluiu datas nos Estados Unidos para evitar que as operações migratórias do governo do presidente americano, Donald Trump, usassem seus shows como alvos de ataque, disse o cantor.
Bad Bunny foi quatro vezes o artista com mais reproduções no Spotify, inclusive em 2025, ao superar gigantes como Taylor Swift e Drake.
- "Profundamente político" -
Filho de um caminhoneiro e de uma professora, Benito nasceu em 10 de março de 1994 e cresceu em Vega Baja, uma pequena cidade próxima a San Juan, capital de Porto Rico.
Desenvolveu o canto em um coro infantil de igreja para depois começar a compor música em seu computador, misturando todo tipo de ritmos, locais e estrangeiros.
Trabalhou como empacotador em um supermercado quando uma gravadora o chamou para falar de suas composições virais na plataforma SoundCloud.
Aí começou sua ascensão para o topo.
Mas com o estrelato, o cantor de reggaeton começou a sofrer pressão para atender às expectativas dos fãs, incluídos os que buscavam uma voz mais política.
Foi esquivo no começo de sua carreira, mas depois se somou às vozes de protesto em defesa de Porto Rico e foi crítico das políticas do presidente Trump.
"DeBÍ TiRAR MáS FOToS" é uma ode a Porto Rico, com letras que abordam a identidade e o colonialismo, e arranjos que misturam ritmos tradicionais, como salsa, bomba e plena, ao reggaeton, mais contemporâneo.
Seu compromisso de cantar em espanhol em uma indústria que historicamente marginalizou as vozes latinas torna seu sucesso ainda mais simbólico.
Sua presença em eventos como o Grammy e o Superbowl da Liga de futebol americano têm um componente "profundamente político", disse Jorell Meléndez-Badillo, historiador da Universidade de Wisconsin-Madison, que colaborou com Bad Bunny em elementos visuais de seu último álbum.
Apesar de ser alvo de críticas dos conservadores americanos por seus ritmos e suas letras, Benito não se intimida.
Não só ironizou as críticas, enaltecendo o papel da comunidade latina nos Estados Unidos e recomendando a seus cidadãos aprenderem espanhol, como há duas semanas, antecipou que no Superbowl, em 8 de fevereiro, "o mundo vai 'bailar'".
W.Stewart--AT