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Trump diz que vai processar BBC por até US$ 5 bilhões por edição de documentário
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta sexta-feira (14) que vai processar a BBC por danos entre US$ 1 bilhão (R$ 5,3 bilhões) e US$ 5 bilhões (R$ 26 bilhões), depois que a rede de TV britânica se desculpou pela edição enganosa de um discurso do republicano mas negou o pagamento de uma indenização.
"Vamos processá-los por um valor de US$ 1 bilhão a US$ 5 bilhões, provavelmente em algum momento da semana que vem. Acho que tenho que fazer isso. Eles até admitiram que enganaram", disse Trump, no avião presidencial.
Os advogados do presidente enviaram nesta semana uma carta à BBC na qual a acusavam de difamá-lo na edição de um vídeo de um discurso feito antes dos distúrbios de 2021 no Capitólio. Eles deram um prazo até hoje para a emissora pedir desculpas e pagar uma indenização.
"As pessoas no Reino Unido estão muito aborrecidas com o que aconteceu, como vocês podem imaginar, porque isso mostra que a BBC é notícia falsa", disse Trump na noite de hoje.
Ele acrescentou que pretende discutir o assunto com o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, que apoia a independência da emissora e evitou tomar partido contra Trump: "Vou telefonar para ele neste fim de semana. Mas ele me ligou, está muito envergonhado."
Na última segunda-feira, a BBC pediu desculpas por ter dado a impressão, em um documentário exibido no ano passado, de que Trump havia incitado uma "ação violenta" antes de seus apoiadores invadirem o Capitólio, em 6 de janeiro de 2021.
O caso colocou o grupo no centro de uma polêmica e resultou nas renúncias de seu diretor-geral e da chefe de sua emissora de notícias, a BBC News.
A rede de TV anunciou ontem que o presidente do seu Conselho de Administração, Samir Shah, havia enviado "uma carta pessoal à Casa Branca para expressar claramente ao presidente Trump que ele e a empresa lamentam" a edição do discurso.
"Embora a BBC lamente sinceramente a forma como essas imagens foram editadas, rejeitamos firmemente que haja base legal para uma denúncia por difamação", acrescentou.
G.P.Martin--AT