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Flores, caveiras e memórias: assim se celebra o Dia dos Mortos no México
Flores, caveiras, esqueletos, momentos íntimos e memórias: o Dia dos Mortos mexe no México com as emoções por aqueles que já não estão mais aqui, ao mesmo tempo em que é motivo de celebração.
Milhões de pessoas recordaram nestes dias seus entes queridos falecidos com as tradicionais "oferendas", ou seja, altares com suas fotos nos quais são colocados objetos que eles gostavam em vida.
No sábado, quase um milhão e meio de pessoas compareceram a um desfile realizado pelas autoridades da Cidade do México, no qual predominam caveiras e esqueletos dançantes.
- Celebração à Santa Morte -
Dezenas de pessoas se reuniram na sexta-feira no bairro de Tepito, uma área popular da capital mexicana, onde se celebra o culto à Santa Morte.
O chamado "Barrio Bravo", também conhecido por ser uma área violenta da capital, abriga um dos principais santuários desta divindade, que não é reconhecida pela Igreja Católica.
A Santa Morte é representada por uma escultura munida de uma foice e um globo terrestre. Seus devotos vão até ela para pedir diversos milagres.
- Entre caveiras e flores -
As autoridades da Cidade do México organizam todos os anos um desfile do Dia dos Mortos na avenida Paseo de la Reforma, uma das mais importantes da capital.
Nestas datas, a cidade se enche com as cores amarela e laranja das tradicionais flores de cempasúchil.
Caveiras coloridas e efígies gigantescas de esqueletos desfilam pelas ruas para comemorar a data.
Essas imagens provêm da chamada "Catrina", uma caveira criada no início do século XX pelo artista mexicano José Guadalupe Posada, que se tornou o emblema da celebração.
- Celebração íntima -
Ao mesmo tempo, milhares de famílias organizam "oferendas" para lembrar seus parentes falecidos, seja em suas casas ou nos cemitérios.
Tradicionalmente, em uma oferenda são colocadas as flores de cempasúchil e o retrato daqueles que já se foram, assim como a música e a bebida de que gostavam em vida.
Também são colocadas velas, que simbolizam o caminho para que os mortos voltem para casa, e o Pão de Morto, um pão doce açucarado com uma forma que representa o crânio e os ossos daqueles que já faleceram.
M.Robinson--AT