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Centro Pompidou de Paris fecha para reformas durante cinco anos
O Centro Pompidou de Paris, que abriga uma das coleções de arte moderna mais importantes do mundo em um dos prédios mais famosos do planeta, fechará suas portas nesta segunda-feira (22) durante um período de cinco anos para reformas.
O museu, famoso por seu exterior colorido e seus tubos e escadas rolantes visíveis, atrai a cada ano milhões de visitantes que chegam tanto para admirar a arquitetura como as obras de artes que há em seu interior.
O centro, desenhado pelos arquitetos Renzo Piano e Richard Rogers e batizado em homenagem ao ex-presidente Georges Pompidou, abriu suas portas em 1977. O edifício, que recebeu milhões de visitantes em 2024, tem nove andares (120.000 m²).
Sua coleção permanente fechou ao público em março, quando começaram a retirar as peças expostas, entre as quais estão obras de Francis Bacon, Frida Kahlo, Salvador Dalí e Marcel Duchamp, entre muitos outros.
As exposições temporárias podem ser visitadas, mas esta segunda-feira será a data limite para ver a última mostra, uma retrospectiva do artista alemão Wolfgang Tillmans.
O museu permanecerá aberto excepcionalmente até às 23h (18h em Brasília) com entrada gratuita e depois fechará suas portas até 2030. De 22 a 25 de outubro, no entanto, receberá um espetáculo musical e artístico em ocasião da semana de arte contemporânea de Paris.
Durante o fechamento, suas coleções permanentes poderão ser vistas na França e em outros museus no exterior.
A remodelação será liderada pelo casal franco-japonês Nicolas Moreau e Hiroko Kusunoki, juntamente com a arquiteta mexicana Frida Escobedo e os engenheiros AIA Life Designers.
"O Pompidou é talvez o museu que mais me impactou em minha carreira", disse Escobedo após ser escolhida para o projeto. "Tem muito a ver com a ideia do espaço público, como algo que não pertence a um contêiner fechado. Não é apenas o Pompidou, é uma praça que se estende, que gera conteúdos."
O custo total da renovação é estimado em 460 milhões de euros (540 milhões de dólares ou 2,8 bilhões de reais), dos quais 280 milhões (1,7 bilhão) serão financiados pelo Estado francês.
Quanto ao restante, "já conseguimos 100 milhões (626 milhões de reais) e esperamos encontrar os 80 restantes nos próximos cinco anos", garantiu Le Bon. A Arábia Saudita contribuiu com 50 milhões de euros (313 milhões de reais).
A.Ruiz--AT