-
Corina Machado considera reunião com Delcy sobre 'transição' na Venezuela
-
Cuba e EUA estão em 'comunicação', mas 'não existe diálogo', diz vice-chanceler
-
Zagueiro Jérémy Jacquet vai deixar Rennes após fim da temporada para jogar no Liverpool
-
Trump diz que México 'deixará' de enviar petróleo a Cuba
-
Trump diz que conversará sobre narcotráfico com Petro
-
Ressurgimento de Yamal aumenta otimismo do Barça, que enfrenta Albacete na Copa do Rei
-
María Corina considera reunião com Delcy para definir 'cronograma de transição' na Venezuela
-
Trump insta Congresso dos EUA a acabar com 'shutdown'
-
Insatisfeito, Benzema deixa Al-Ittihad e assina com rival Al-Hilal
-
Sunderland vence Burnley (3-0) e é 8º na Premier League
-
Governo Milei anuncia libertação de um dos argentinos presos na Venezuela
-
Roma perde na visita à Udinese (1-0) e fica em 5º lugar no Italiano
-
Presidente eleita da Costa Rica diz contar com Bukele em sua estratégia contra o narcotráfico
-
Atlético de Madrid contrata meio-campista mexicano Obed Vargas
-
Trabalhadores a favor e contra o governo exigem melhorias salariais na Venezuela
-
Trump anuncia acordo comercial com Índia após conversa com Modi
-
Seleção feminina do Brasil fará amistosos contra Costa Rica, Venezuela e México
-
Relação entre Colômbia e EUA 'será relançada' com visita de Petro, diz chanceler
-
Crystal Palace contrata atacante norueguês Larsen em 'transferência recorde' para o clube
-
França aprova orçamentos para 2026 após meses de debates
-
A improvável trajetória dos Patriots e dos Seahawks até a revanche no Super Bowl
-
Presidente da Autoridade Palestina convoca primeiras eleições ao Parlamento da OLP
-
'Fiz o possível e o impossível' para voltar ao Flamengo, diz Paquetá
-
Portugal se soma a países que querem proibir redes sociais para menores de 16 anos
-
Mamadou Sarr retorna ao Chelsea após período de empréstimo no Strasbourg
-
Pacientes palestinos começam a chegar ao Egito após abertura limitada da passagem de Rafah
-
Napoli contrata por empréstimo o atacante brasileiro Alisson Santos, do Sporting
-
Nasa realizas testes essenciais antes de lançar missão lunar Artemis 2
-
Menino que não tinha dinheiro para passagem de ônibus participará da abertura dos Jogos de Inverno
-
Irã se prepara para negociações com EUA sobre seu programa nuclear
-
Chile, México e Brasil impulsionam candidatura de Bachelet para secretária-geral da ONU
-
Milan desiste de contratar Mateta, do Crystal Palace, após exames médicos
-
Juventus reforça defesa com lateral sueco Emil Holm, que estava no Bologna
-
Maracanã vai receber jogo da NFL na temporada de 2026
-
Rússia confirma conversas com Ucrânia na quarta e na quinta-feira em Abu Dhabi
-
Iranianos na Turquia observam de longe agitação em seu país natal
-
Observatório astronômico europeu celebra cancelamento de projeto de hidrogênio verde no Chile
-
Cuba sofreu forte queda no turismo em 2025
-
Incerteza no Congresso dos EUA sobre as negociações orçamentárias
-
Kendrick Lamar: o poeta do rap consagrado no Grammy
-
Russell diz estar 'pronto' para desafiar Verstappen pelo título da F1
-
Começa a limpeza profunda do Juízo Final de Michelangelo na Capela Sistina
-
Verona e Pisa, último e penúltimo do Campeonato Italiano, demitem seus treinadores
-
México reforça operação de busca por mineradores sequestrados
-
Técnico do Chelsea não impõe prazo para retorno de Estêvão, que está no Brasil por motivos pessoais
-
Raphinha sofre lesão muscular e vira desfalque no Barcelona para Copa do Rei
-
Bad Bunny, o fenômeno de Porto Rico no topo do mundo
-
Sarah Ferguson chamou Epstein de 'irmão' em e-mail ao financista
-
Rússia acelerou seus avanços na Ucrânia em janeiro, aponta análise da AFP
-
Agência da UE propõe limitar doses de toxinas no leite em pó
Sundance apresenta 'War Game', o 'aterrorizante' documentário que simula outra invasão do Congresso dos EUA
É 6 de janeiro de 2025, e o presidente dos Estados Unidos acompanha, horrorizado, enquanto seu rival, derrotado por uma pequena margem, convoca as Forças Armadas para ajudá-lo a reverter o resultado de uma eleição "fraudulenta".
A cena é de "War Game" ("Jogo de Guerra", em tradução literal), um novo documentário lançado na terça-feira (23) no Festival de Cinema de Sundance. A obra traz ex-funcionários reais do governo americano, assim como do Exército, em uma espécie de RPG sem roteiro que recria outro eventual assalto ao Capitólio dos Estados Unidos.
Para seus diretores, o cenário está longe de ser absurdo, ao evocar os acontecimentos de 6 de janeiro de 2021. A diferença, desta vez, é que policiais e soldados corruptos se juntam aos protestos em todo o país.
"É assustador o quão atual o filme continua sendo", diz o codiretor Jesse Moss.
"E me preocupa o quão atual poderá ser durante o próximo ano", completou.
No filme, o ex-governador de Montana Steve Bullock assume o papel do presidente dos Estados Unidos, que tem seis horas para decidir como enfrentar uma tentativa de golpe que avança a todo vapor.
Seus conselheiros são interpretados por personagens da vida real, como senadores americanos, agentes do FBI (a Polícia Federal dos EUA) e da Agência Central de Inteligência (CIA), coronéis militares e até um ex-comandante da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).
Todos se reúnem em uma sala de guerra cuidadosamente projetada - inspirada em "Dr. Fantástico", de Stanley Kubrick - e recebem atualizações e relatórios de Inteligência, redes sociais e canais de notícias fictícios.
"Isso foi, durante seis horas, uma experiência real para todos nós", disse Bullock à AFP.
"Era um ambiente estressante (…) ninguém estava pensando que havia câmeras ali", acrescentou.
- Dramatização -
Simultaneamente, um grupo paramilitar fictício chamado "Order for Colombus" ("Ordem para Colombo", em tradução literal), interpretado por veteranos americanos, reunia-se noutro local para espalhar desinformação on-line e encorajar os soldados a romperem as fileiras.
O "role-playing exercise" (uma técnica de simulação de eventos reais) foi inspirado em uma coluna escrita por três generais americanos no jornal The Washington Post em 2021. No texto, eles advertiam sobre o crescente extremismo dentro das Forças Armadas e faziam um apelo ao Exército para se preparar para uma possível insurreição após as eleições de 2024.
"Um número perturbador de veteranos e membros do serviço do Exército fez parte do ataque ao Capitólio", observou a coluna.
"Não se pode descartar a ideia de que unidades corruptas se organizem para apoiar o comandante em chefe 'legítimo'", escreveram os generais.
A Vet Voice, uma fundação que representa veteranos do Exército e suas famílias, decidiu realizar o exercício. Concordaram em permitir a entrada de câmeras para o documentário e entregaram um relatório sobre o exercício à Casa Branca, ao Congresso e ao Pentágono.
"A única resposta que receberam até agora foi um 'obrigado' por parte do governo", disse a a diretora-executiva da Vet Voice, Janessa Goldbeck.
"Há muitos amigos dentro da administração que trabalham nesse assunto, mas é controverso", acrescentou.
"Há muitas críticas de que é desrespeitoso para com nossas tropas e nossos veteranos falar desse tema", completou Goldbeck.
-Trump -
Embora "War Game" use candidatos fictícios, é difícil não associar a influência do ex-presidente Donald Trump nos procedimentos.
A certa altura, durante um debate sobre invocar ou não a Lei de Insurreição - que permite ao presidente usar tropas federais para reforçar a autoridade -, o nome de Trump é mencionado por dois "conselheiros".
Trump deu pistas de que ampliará o papel dos militares nos Estados Unidos, se ganhar um segundo mandato.
Além disso, enfrenta julgamento por conspirar para anular os resultados das eleições de 2020, nas quais foi derrotado pelo democrata Joe Biden.
Os diretores da obra ressaltam que Trump estava "na periferia" na época da filmagem, há mais de um ano, e que dela participaram figuras republicanas e democratas.
Moss diz que as forças que levaram aos acontecimentos de 6 de janeiro de 2021, como a polarização política e a "realidade alternativa, na qual alguns parecem habitar, (…) transcendem Donald Trump".
Ele acrescentando, contudo, que Trump se colocou no centro das atenções.
"Acho que as ameaças que recriamos no filme são verossímeis, aterrorizantes e muito reais", completou.
R.Garcia--AT