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Massa e Milei trocam farpas em último debate antes do segundo turno
O ministro da Economia, Sergio Massa, e o candidato libertário Javier Milei trocaram acusações, com termos como "ladrão" e "desequilibrado mental", no debate de domingo (12) à noite, em uma tentativa de atrair os últimos votos a uma semana do segundo turno da eleição presidencial na Argentina, no momento em que as pesquisas apontam um empate técnico.
"Os argentinos têm que escolher quem tem temperança, equilíbrio mental e contato com a realidade para poder levar a Argentina adiante", disse Massa, um peronista de centro que se esforçou para mostrar serenidade, ao mesmo tempo que insistiu na importância de que os dois candidatos sejam submetidos a uma avaliação psicotécnica.
Milei, um economista que se define anarco-capitalista, atacou Massa ao afirmar que ele é parte da "casta corrupta e 'chorra' (de ladrões)". Também disse que "sua marca política está no poder há 16 anos".
A casta é formada por "ladrões políticos. Você tem todos eles ao seu lado, são os kirchneristas. Outro componente são os empresários prebendários, a grande maioria são seus amigos ou você tem negócios com eles", disse Milei a respeito de Massa no último debate, que aconteceu no auditório da Faculdade de Direito da Universidade de Buenos Aires.
Os dois candidatos tentaram convencer os indecisos para o segundo turno de 19 de novembro, que deve ser uma disputa acirrada, na qual muitos eleitores sentem que devem optar pelo mal menor em um cenário de grave crise econômica, com índice de inflação de 140% em termos anuais e 40% de pobreza no país.
No primeiro turno, em 22 de outubro, Massa ficou em primeiro lugar com quase 37% de los votos, seguido por Milei com 30%. A terceira candidata mais votada, Patricia Bullrich (quase 24%), declarou apoio ao libertário no segundo turno.
"Quero ser presidente sabendo que alguns votarão em mim sem estarem convencidos, como veículo para não escolher um caminho que é de violência e dano", declarou Massa, que propõe um governo de unidade nacional, mais amplo que o peronismo, em caso de vitória.
Milei descreveu a eleição como um dilema entre inflação ou estabilidade, decadência ou crescimento econômico, populismo ou república, e fez um apelo para que as pessoas votem "sem medo porque o medo paralisa, e se você paralisa você beneficia o status quo que nos empobrece".
Na reta final da campanha, Milei, que já compareceu a eventos com uma motosserra, símbolo de sua intenção de cortar os gastos públicos, está mais comedido em suas propostas, mas ele repetiu no domingo que, se eleito, pretende acabar com o Banco Central e dolarizar a economia.
O próximo presidente argentino assumirá o poder em 10 de dezembro para um mandato de quatro anos.
N.Mitchell--AT