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Guarda-costeira taiwanesa se mobiliza ante operação da China
A guarda-costeira de Taiwan anunciou, neste domingo (7), que suas embarcações estavam em situação de "enfrentamento" com navios chineses que participavam de uma operação em águas a sudeste da ilha.
A mobilização ocorreu depois que a China efetuou uma "operação de aplicação da lei", após o diálogo recente entre Filipinas e Japão para definir sua fronteira, reportou a imprensa oficial chinesa no sábado.
A China, que considera Taiwan como parte de seu território, qualificou os diálogos como "ilegais" e disse ter a soberania total sobre as águas envolvidas no diálogo.
O Ministério dos Transportes chinês organizou, no sábado, uma "operação especial de aplicação da lei de tráfego marítimo em águas a leste da ilha de Taiwan" a cargo das polícias marítimas das províncias de Fujian e Cantão, informou a agência estatal Xinhua.
O informe não deu detalhes sobre a operação, como sua duração ou se segue em andamento.
Tratou-se de "uma ação necessária contra o anúncio unilateral de Japão e Filipinas de iniciarem 'negociações para delimitar uma fronteira marítima'" perto de Taiwan, acrescentou a Xinhua.
Taiwan anunciou, neste domingo, que enviou navios para "responder apropriadamente" à ação da China.
A guarda-costeira taiwanesa afirmou posteriormente que suas embarcações tinham "expulsado" quatro barcos chineses das "águas restritas" da ilha e que estes estavam agora 61 km a sudeste do extremo mais meridional da ilha.
"Barcos das duas partes seguem em situação de enfrentamento", declarou, em um comunicado, a guarda-costeira taiwanesa, que disse "condenar energicamente que a China utilize as negociações entre Japão e Filipinas como pretexto para ocultar suas tentativas de criar a ilusão de 'jurisdição'".
Tóquio e Manila anunciaram, na semana passada, o início de diálogos "para delimitar a fronteira marítima" de uma zona econômica e um planalto continental entre seus territórios, o que revoltou Pequim.
M.White--AT