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Grécia combate vários incêndios
A Grécia enfrenta neste domingo (2) incêndios florestais em diversas frentes, agravados pelas condições meteorológicas no país, onde dois helicópteros colidiram durante uma operação de combate às chamas.
O primeiro-ministro grego, Kyriakos Mitsotakis, declarou que os próximos dias serão "extremamente difíceis" devido às complicadas condições meteorológicas, especialmente o vento.
"Quando os ventos sopram com tanta força, nem mesmo as dezenas de aeronaves de que dispomos podem operar com segurança", escreveu no Facebook ao mencionar os ventos que chegaram a 100 km por hora.
Em uma semana, mais de 16 mil hectares de florestas e terras agrícolas foram devastados pelas chamas no país, atingido pela crise climática, assim como toda a bacia mediterrânea.
Afetada todos os verões por incêndios devido às frequentes ondas de calor e ao cenário de seca, a Grécia permaneceu relativamente a salvo das chamas que atingiram, no início da temporada de verão, a França e a Espanha.
Agora, em plena temporada turística, o país se encontra em estado de alerta máximo.
"Há momentos em que a natureza e a intensidade dos fenômenos meteorológicos ultrapassam qualquer planejamento humano e qualquer capacidade operacional", destacou Mitsotakis.
Em meio às condições complicadas, dois helicópteros colidiram neste domingo e uma operação de resgate teve início para tentar localizar as tripulações, informaram os bombeiros.
O acidente aconteceu sobre o pequeno vilarejo costeiro de Psathas, no Golfo de Corinto, uma região devastada pelas chamas desde a noite de sexta-feira.
No sábado, a força do vento impediu a operação, durante várias horas, de dezenas de aviões.
- Provável "megaincêndio" -
Perto de Psathas, a localidade de Porto Germeno - 70 km ao noroeste de Atenas - é um destino de verão muito procurado pelos moradores da capital.
Os danos na região são consideráveis, afirmaram várias testemunhas à AFP. Dezenas de residências foram danificadas ou destruídas, segundo as autoridades.
Em uma cidade próxima ao incêndio, policiais em motos buzinaram com força para ordenar a evacuação da localidade.
Théodore Giannaros, meteorologista especializado em incêndios e pesquisador do Observatório Nacional, afirmou que os focos ao redor de Porto Germeno parecem ter atingido uma área de mais de 10 mil hectares, quase o dobro da estimativa inicial.
"Infelizmente, é muito provável (se não quase certo) que este incêndio seja classificado como um megaincêndio", escreveu no Facebook.
Os bombeiros lutavam neste domingo para impedir a aproximação das chamas da periferia oeste de Atenas.
- Várias frentes -
Um novo incêndio foi declarado no sábado na ilha de Cefalônia, no Mar Jônico. Um homem de 44 anos foi detido sob suspeita de ter provocado deliberadamente o incêndio, segundo a agência de notícias grega ANA.
No pequeno porto de Katelios, hotéis e os alojamentos turísticos foram evacuados.
Três bombeiros morreram durante a semana, dois em Creta e um no Peloponeso. No início da semana, as chamas nas ilhas de Creta e Paros afetaram outras 6.000 hectares.
As autoridades gregas preveem agora uma diminuição progressiva dos ventos. A meteorologia espera a queda para uma velocidade média entre 20 e 30 km/h ao final do dia.
Os cientistas alertam que os fenômenos meteorológicos extremos, como as ondas de calor, são cada vez mais frequentes e intensos devido às mudanças climáticas provocadas pela atividade humana.
Na Europa, o verão está marcado por ondas de calor e pela seca, que provocaram incêndios de proporções históricas na Espanha e na França, já sob controle.
No sudoeste da França, o pior incêndio florestal no país desde 1949 devastou 42.000 hectares e obrigou mais de 220.000 pessoas a abandonar a região de Gironda, mas a situação já está sob controle.
Agora, as atenções estão voltadas para a região de Var, no sudeste, onde um novo incêndio iniciado na sexta-feira já devastou 1.800 hectares e "ainda não está controlado, algo que "levará vários dias", segundo os bombeiros.
L.Adams--AT