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Juiz da Califórnia reabre processo contra Marilyn Manson por agressão sexual
Um juiz da Califórnia reabriu esta semana um processo por agressão sexual contra o roqueiro americano Marilyn Manson, um ano depois de tê-lo arquivado.
A ação, apresentada em maio de 2021 por uma ex-assistente do músico, foi arquivada em dezembro, quando o juiz do tribunal superior de Los Angeles Steve Cochran emitiu uma decisão favorável à defesa de Manson por considerar que o processo infringia o prazo de prescrição.
Mas a demandante, Ashley Walters, pediu à corte que reconsiderasse o seu caso em janeiro, quando entrou em vigência uma lei que abre uma janela de dois anos para casos de índole sexual que prescreveram.
"Analisei isto detalhadamente", disse o juiz Cochran em uma audiência na segunda-feira, citado por meios de comunicação locais. "Acredito que a lei reabre o processo. Vão [a julgamento] novamente", decidiu Cochran.
Ashley Walters, que trabalhou com a Manson Records entre 2010 e 2011, afirma que o roqueiro abusou dela sexualmente e a agrediu várias vezes, além de fazê-la viajar com drogas.
A também fotógrafa alega que Manson, nome artístico de Brian Hugh Warner, se gabava de estuprar mulheres e chegou a mostrar a ela um vídeo no qual cometia abusos a uma menor de idade.
O advogado de Manson, Howard King, opinou que o processo não vai prosperar.
"Embora a senhora Walters tenha apresentado várias denúncias, agora irrelevantes, sobre suposto assédio no local de trabalho, não há nenhum processo pendente por agressão sexual segundo a definição do código penal, como seria exigido em virtude da nova lei, nem é permitido, segundo a decisão, acrescentar novas demandas", disse King em uma declaração enviada à AFP nesta terça-feira (27).
"O fato inegável é que Warner nunca cometeu nenhuma agressão sexual", acrescentou.
Por anos, várias mulheres acusaram Manson, de 57 anos, de abusos e ataques de caráter sexual, entre elas as atrizes Esmé Bianco ("Game of Thrones") e Evan Rachel Wood, ex-companheira do músico.
L.Adams--AT