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Novo ataque dos EUA contra 'narcolancha' no Pacífico deixa 4 mortos
O Exército dos Estados Unidos atacou nesta quarta-feira (29) uma nova embarcação no Pacífico que, segundo afirma, traficava drogas, o que resultou na morte de quatro pessoas, anunciou no X o secretário de Defesa americano, Pete Hegseth.
Segundo o secretário, o ataque ocorreu em águas internacionais, uma ação que aumenta para 62 o total de mortos na campanha militar antidrogas do presidente Donald Trump.
Um vídeo que acompanha a publicação mostra uma embarcação parada na água, antes de uma grande explosão, seguida de um incêndio. Assim como em imagens anteriores divulgadas pelo governo americano, partes da embarcação aparecem borradas, o que impede que se verifique quantas pessoas estavam a bordo.
"Essa embarcação, como todas as outras, era conhecida pela nossa inteligência por estar envolvida no contrabando ilícito de narcóticos, trafegava por uma rota conhecida de tráfico e transportava drogas", declarou o chefe do Pentágono.
Além dos vídeos dos bombardeios, Washington ainda não apresentou provas concretas de que os alvos estavam de fato traficando drogas ou representavam uma ameaça aos Estados Unidos.
O novo ataque ocorre um dia depois de bombardeios americanos matarem mais de uma dúzia de pessoas em quatro barcos no Pacífico Oriental, dos quais apenas uma pessoa sobreviveu.
Os Estados Unidos pediram ao México que tentasse resgatar o sobrevivente, mas a presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, afirmou nesta quarta-feira que as buscas não tiveram sucesso.
- Venezuela anuncia interceptações -
Horas antes, a Venezuela anunciou que havia interceptado três aviões usados para o narcotráfico, procedentes "do norte" e do Caribe, e a destruição de dois acampamentos, como parte de suas operações antidrogas.
Duas das aeronaves "vinham do norte" e foram interceptadas hoje, informou o presidente Nicolás Maduro, sem dar detalhes. A terceira foi detectada na última segunda-feira.
"Temos uma lei de interceptação [...] Pim, pum, pam! Dois aviões do narcotráfico. Para que respeitem a Venezuela [...] Exercendo o quê? Como se chama isso? Exercer a soberania", disse Maduro, em ato oficial.
A Força Armada publicou no Instagram que o avião procedente do Caribe foi interceptado no estado de Apure, na fronteira com a Colômbia.
Caracas tenta mostrar seus esforços contra as drogas, diante da grande mobilização militar americana perto da sua costa. Desde agosto, os Estados Unidos posicionarm navios de guerra no Mar do Caribe, sob o argumento de combater cartéis de drogas que a Justiça americana associa a Maduro, que nega as acusações. Ele afirma que a luta contra as drogas encobre um plano para derrubá-lo.
O presidente defende que a Venezuela é um território livre de cultivos ilícitos e que apenas uma fração mínima da droga produzida na Colômbia é transportada por seu território.
Caracas tem exibido várias operações antidrogas em meio às manobras militares americanas em águas internacionais. Forças dos Estados Unidos confirmaram, desde 2 de setembro, bombardeios contra 14 supostas "narcolanchas", que deixaram 57 mortos, segundo Washington.
R.Garcia--AT