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Prêmio Sakharov reconhece jornalistas presos em Belarus e na Geórgia
Dois jornalistas presos em Belarus e na Geórgia, Andrzej Poczobut e Mzia Amaghlobeli, foram anunciados nesta quarta-feira (22) como os vencedores do Prêmio Sakharov de Liberdade de Consciência, concedido pelo Parlamento Europeu.
Os premiados sucedem os opositores venezuelanos Edmundo González Urrutia e María Corina Machado, que há duas semanas foi premiada com o Nobel da Paz.
"Os dois jornalistas estão presos atualmente por acusações falsas, simplesmente pelo exercício de sua profissão e por denunciarem injustiças", declarou a presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola.
"Sua coragem os torna símbolos da luta pela liberdade e democracia", acrescentou.
O prêmio foi criado em 1988 em memória do dissidente soviético Andrei Sakharov. A distinção inclui 50.000 euros (58.000 dólares, 312.000 reais) e reconhece indivíduos ou organizações que lutam pelos direitos humanos ou pela democracia.
Amaghlobeli é uma jornalista georgiana de 50 anos, cofundadora de dois meios de comunicação independentes e especializada em investigar o desvio de recursos públicos e o abuso de poder.
Em agosto, ela foi condenada a dois anos de prisão por, segundo a Promotoria, agredir um policial durante um protesto no início do ano. Para denunciar a prisão, ela fez uma greve de fome de 40 dias.
O prêmio "celebra a luta pela democracia de todo o povo georgiano", afirmaram as redações que ela dirigia em Tbilisi.
Andrzej Poczobut, 52 anos, é um jornalista polonês-bielorrusso que trabalhava como correspondente em Minsk para a publicação polonesa Gazeta Wyborcza.
Em 2021, ele foi detido durante uma onda de repressão contra a imprensa crítica ao governo e condenado em 2023 a oito anos de prisão por acusações de "minar a segurança nacional" e "incitar o ódio".
O vice-editor do Gazeta Wyborcza, Roman Imielski, declarou à AFP que espera que "a concessão deste prêmio marque uma nova abertura, que Andrzej Poczobut recupere sua liberdade".
H.Romero--AT