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EUA deporta jornalista salvadorenho que cobriu manifestações anti-Trump
Um jornalista salvadorenho residente nos Estados Unidos há duas décadas foi deportado nesta sexta-feira (3) após ter sido detido em meados de junho enquanto cobria protestos contra o presidente Donald Trump, anunciou uma organização americana de defesa dos direitos da imprensa.
"Esta manhã, o jornalista Mario Guevara foi deportado dos Estados Unidos para seu El Salvador natal", informou o Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) em um comunicado, no qual afirmou que esta é "a primeira vez que se documenta este tipo de represálias relacionadas com a atividade jornalística".
Contactado pela AFP, o Departamento de Segurança Interna (DHS, na sigla em inglês) não fez comentários de imediato.
Especializado em temas migratórios, Guevara, ganhador de um prêmio Emmy por suas coberturas em 2023, chegou em 2004 aos Estados Unidos com um visto temporário.
Posteriormente, tentou regularizar sua situação, mas não havia conseguido até o momento de sua detenção, segundo documentos judiciais.
De acordo com Katherine Jacobsen, representante do CPJ, "não se trata simplesmente de seu status migratório", mas de "represálias por seu trabalho jornalístico".
Esta medida representa "um sinal preocupante da deterioração da liberdade de imprensa sob a administração Trump", comentou.
As autoridades detiveram Guevara perto de Atlanta em 14 de junho enquanto ele cobria as manifestações "No Kings" (Sem reis), a maior mobilização popular desde a volta de Trump à Casa Branca, em janeiro.
Segundo imagens transmitidas ao vivo em seu canal no Facebook, o jornalista usava colete à prova de balas com a inscrição "Imprensa" e capacete de proteção.
Inicialmente, ele foi acusado de delitos menores relacionados com seu trabalho (reunião ilegal, obstrução, presença de pedestre na via pública, etc).
Estas acusações foram retiradas posteriormente, segundo documentos judiciais.
G.P.Martin--AT