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EUA sanciona esposa de Alexandre de Moraes
Os Estados Unidos sancionaram Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, assim como uma empresa jurídica ligada à família, segundo uma publicação divulgada em um órgão do Departamento do Tesouro nesta segunda-feira (22).
O Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (Ofac, na sigla em inglês) incluiu em sua lista de pessoas sancionadas a esposa do ministro que liderou as investigações contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e o Lex, Instituto de Estudos Jurídicos, com sede em São Paulo.
O Departamento do Tesouro já havia sancionado Moraes, em 30 de julho, por suas investigações que acabaram resultando na histórica condenação de Bolsonaro.
As sanções aplicadas no âmbito da "Lei Magnitsky" implicam que Viviane Barci de Moraes e a empresa Lex não poderão realizar nenhuma atividade econômica que envolva um cidadão ou empresa dos Estados Unidos, assim como o bloqueio de ativos e a suspensão do visto.
Esta lei foi aprovada em homenagem ao advogado russo Sergei Magnitsky, que denunciou a corrupção estatal em seu país e morreu na prisão.
Bolsonaro foi condenado a 27 anos de prisão pelo STF por uma tentativa de golpe de Estado em janeiro de 2023, após perder as eleições.
Os EUA consideraram as investigações contra o ex-presidente uma "caça às bruxas" e, após o anúncio da condenação, o secretário de Estado, Marco Rubio, indicou que haveria novas medidas contra o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
G.P.Martin--AT