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Investigadores forenses identificam 260 mortos no acidente da Air India
Os investigadores forenses indianos identificaram as 260 pessoas mortas no acidente de um Boeing da Air India com destino a Londres ocorrido no mês passado, anunciaram as autoridades sanitárias nesta quarta-feira (9), dois dias antes da publicação de um relatório preliminar muito esperado sobre as causas do acidente.
"O balanço definitivo do acidente aérea sobe agora a 260 mortos", declarou à AFP Rakesh Joshi, diretor do principal hospital público de Ahmedabad. "Todos os restos humanos recuperados até agora no local do acidente foram identificados e entregues às suas famílias", acrescentou.
No total, 241 pessoas que viajavam a bordo do Boeing 787-8 Dreamliner da Air India morreram, e somente um sobreviveu, quando o avião caiu em 12 de junho sobre casas logo depois de decolar na cidade de Ahmedabad, no oeste do país.
As autoridades também identificaram 19 pessoas falecidas em terra, em vez das 38 inicialmente anunciadas.
Um relatório preliminar do Escritório Indiano de Investigação de Acidentes Aéreos (AAIB) deve ser entregue em 11 de julho em Nova Délhi, ou seja, 30 dias após o que constitui o primeiro acidente fatal envolvendo o moderno avião de fuselagem larga da Boeing.
A Organização de Aviação Civil Internacional (OACI) das Nações Unidas estipula que os Estados que investigam um acidente aéreo devem apresentar um relatório preliminar nos 30 dias subsequentes ao fato. No entanto, não são obrigados a torná-lo público.
Não foram fornecidos detalhes sobre a investigação, na qual também participam agências de investigação de acidentes aéreos do Reino Unido e dos Estados Unidos.
No entanto, o site especializado The Air Current, citando várias fontes conhecedoras do inquérito, indicou que recentemente ele "se concentrou no movimento dos interruptores de alimentação de combustível dos motores, após a análise dos registradores integrados de dados de voo e de voz do Boeing 787", embora tenha alertado que a análise completa levará "meses, se não mais tempo".
"Nesta etapa da investigação, os dados disponíveis para os investigadores não indicam nenhum problema mecânico ou de design do 787 nem de seus dois motores GE Aerospace GEnx-1B", destacou The Air Current.
O site também afirma que suas fontes "indicaram que as análises realizadas após o acidente não mostraram sinais de contaminação do combustível nem de uma retração incorreta dos flaps do avião", dois fatores sobre os quais havia especulações.
W.Stewart--AT