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Trágico acidente de ônibus deixa ao menos 52 mortos na Guatemala
Pelo menos 52 pessoas morreram nesta segunda-feira (10) após um ônibus com mais de 70 pessoas a bordo cair em um precipício na entrada norte da Cidade da Guatemala, segundo o último balanço das autoridades, uma tragédia pela qual o governo declarou "luto nacional".
O veículo caiu, por causas que estão sendo investigadas, de uma pista ao lado da Ponte Belize, principal acesso à capital pela região norte e nordeste do país, e ficou destruído com as rodas para cima, no meio da vegetação e de um rio de águas residuais.
O coordenador da Administração de Emergências da capital, Héctor Flores, precisou que foram resgatados 52 corpos, sendo o último o do motorista do ônibus, retirado com muita dificuldade dos ferros retorcidos.
Os cadáveres foram empilhados em um necrotério improvisado em um salão comunitário de um bairro próximo ao local do acidente, para onde vários familiares das vítimas, angustiados, se dirigiram.
Entre lágrimas, Rosa López, de 48 anos, explicou aos jornalistas que quatro sobrinhos seus viajavam no ônibus. "Quando nos disseram do acidente pelas notícias, então nos dirigimos para cá", relatou.
Os passageiros feridos, vários em estado grave, foram levados a hospitais próximos ao local do acidente, que ocorreu muito cedo pela manhã.
- "Luto nacional" -
Segundo as autoridades, o ônibus fazia a rota entre San Cristóbal Acasaguastlán (nordeste) e Cidade da Guatemala.
O presidente guatemalteco, Bernardo Arévalo, expressou sua consternação e solidariedade às famílias das vítimas e declarou "luto nacional".
"Hoje é um dia difícil para a família guatemalteca. A tragédia da ponte Belize é uma dor nacional", afirmou Arévalo.
Marbelin Ortiz, uma camareira de 40 anos que mora em um bairro próximo ao local do acidente, procurava saber se havia conhecidos seus entre as vítimas: "Foi uma tragédia muito grande, muito dolorosa", declarou aos jornalistas.
Membros dos corpo de bombeiros, policiais e funcionários da Cruz Vermelha participaram da extensa operação de resgate, que durou cerca de seis horas.
Luis Quintanilla, socorrista dos Bombeiros Voluntários, explicou que as operações de resgate foram dificultadas porque parte delas teve que ser realizada debaixo d'água, o que fez com que vários de seus colegas sofressem de hipotermia.
Arévalo ordenou o envio de pessoal do exército e da Defesa Civil para ajudar no resgate.
- Investigação em andamento -
O motorista aparentemente perdeu o controle do ônibus, colidiu com vários carros, quebrou uma cerca metálica e caiu em precipício de aproximadamente 20 metros, segundo Carlos Hernández, dos Bombeiros Municipais.
O ministro das Comunicações, Miguel Ángel Díaz, comentou que as primeiras investigações determinaram que o ônibus tinha mais de três décadas de funcionamento, mas possuía licença vigente para circular.
Díaz indicou que uma investigação foi iniciada sobre as causas do acidente mortal e se o veículo estava com mais passageiros do que sua capacidade.
"Especulou-se que o ônibus estava sobrecarregado, no entanto, esse é um ponto que ainda está por ser determinado. Lamentamos novamente essa grande perda de vidas humanas, ainda não podemos adiantar juízos sobre o que causou o acidente", destacou.
O Ministério Público afirmou ter aberto uma investigação para "esclarecer a verdade dos fatos".
Em 2013, um ônibus caiu em um precipício em Chimaltenango (oeste), com saldo de cerca de 50 mortos, e um outro acidente de ônibus deixou 48 mortos no sudeste do país em 2008.
J.Gomez--AT