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Homem que queimou exemplares do Alcorão é morto a tiros na Suécia
Salwan Momika, um cristão iraquiano que morava na Suécia e que queimou exemplares do Alcorão em diversas ocasiões em 2023, o que gerou protestos em países de maioria muçulmana, foi morto a tiros em Estocolmo, informou a imprensa sueca nesta quinta-feira.
A polícia informou que cinco suspeitos do crime foram detidos.
Um tribunal de Estocolmo deveria determinar nesta quinta-feira (30) se Momika era culpado de incitação ao ódio étnico. A corte adiou o anúncio do veredicto para 3 de fevereiro "após a confirmação da morte de Momika".
A polícia informou em um comunicado que recebeu uma ligação que relatava um tiroteio na quarta-feira à noite em Sodertalje, nas imediações Estocolmo, onde Momika morava.
Quando os policiais chegaram ao local, encontraram "um homem atingido por tiros que foi levado ao hospital". Poucas horas depois, a polícia anunciou que a morte do indivíduo e a abertura de uma investigação.
Segundo a imprensa sueca, Momika estava fazendo uma live nas redes sociais e é possível que o assassinato tenha sido filmado.
Em agosto do ano passado, Momika foi acusado, ao lado de Salwan Najem, de "incitação contra um grupo étnico" em quatro ocasiões durante o verão (hemisfério norte, inverno no Brasil) de 2023.
A acusação afirma que a dupla profanou o Alcorão, chegando a queimar exemplares do livro sagrado do islã, enquanto fazia comentários depreciativos sobre os muçulmanos.
As relações entre a Suécia e vários países do Oriente Médio foram afetadas devido aos protestos de Momika e Najem.
Manifestantes iraquianos atacaram a embaixada sueca em Bagdá em duas ocasiões em julho de 2023 e provocaram um incêndio na representação diplomática.
Em agosto do mesmo ano, o serviço de inteligência sueco Sapo elevou o nível de ameaça para quatro em uma escala que vai até cinco, alegando que o ato de queimar o Alcorão tornou o país um "alvo prioritário".
jlll/ach/avl/zm/fp
Th.Gonzalez--AT