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'A rede está se fechando' sobre o assassino do executivo de seguros, afirma prefeito de Nova York
O prefeito de Nova York disse neste (7) sábado que “a rede está se fechando” para o homem suspeito de matar a tiros um importante executivo de uma empresa de seguro-saúde antes de fugir da cidade.
O prefeito Eric Adams também disse que os detetives sabiam o nome do suspeito, cuja foto foi divulgada na quinta-feira e que está foragido há quase quatro dias.
Adams elogiou “a maneira como (os investigadores) conseguiram seguir seus passos para recuperar provas - algumas delas são conhecidas e outras não, mas a rede está se fechando” e acrescentou que essa pessoa será “levada à justiça”, informou o The New York Post.
As autoridades informaram na sexta-feira que o suspeito poderia ter deixado a cidade e que estavam tentando identificá-lo por meio de um telefone celular, uma garrafa de água, amostras de DNA e fotos de câmeras de segurança.
O suposto autor do chocante assassinato pelas costas de Brian Thompson, CEO da UnitedHealthcare, uma das maiores empresas de seguro-saúde dos Estados Unidos, havia chegado de ônibus a Nova York em 24 de novembro, provavelmente vindo de Atlanta (Geórgia, sudeste).
Ele então se hospedou em um albergue no norte de Manhattan sob uma identidade falsa.
Adams disse a uma estação de televisão local que as investigações estavam “no caminho certo”.
“Essa pessoa estava com o rosto coberto e usamos o bom e velho trabalho policial para encontrar a foto que vocês têm”, disse ele.
A foto da pessoa procurada sorridente teria sido tirada na recepção do albergue quando a recepcionista estava flertando com o suposto assassino.
Ele é um jovem branco que saiu em uma bicicleta em direção ao Central Park depois de atirar nas costas do executivo de 50 anos quando ele estava prestes a entrar na conferência anual de investidores da empresa em um hotel no centro de Manhattan.
O FBI, que auxilia o Departamento de Polícia de Nova York, também divulgou duas fotos do suspeito e ofereceu uma recompensa de US$ 50.000 por qualquer informação que leve à sua captura.
De acordo com as câmeras de segurança, quando ele deixou o parque, não estava carregando a mochila cinza-clara com a qual cometeu o assassinato, mas a polícia ainda não a encontrou, segundo o The New York Times.
Em vez disso, eles encontraram um telefone no Central Park que se acredita pertencer a ele, bem como uma garrafa de água, e estão analisando o DNA de itens encontrados na cena do crime.
O motivo ainda é desconhecido, mas as cápsulas das balas encontradas no local do assassinato continham inscrições como “delay” (atrasar) ou “deny” (negar), palavras conhecidas por muitos usuários de planos de saúde em um país onde os serviços médicos não estão disponíveis para todos.
Logo após o assassinato, Tisch disse que “todas as indicações são de que esse foi um ataque premeditado, pré-planejado e direcionado”.
- Ele agiu sozinho? -
A polícia não acredita que ele seja um assassino contratado, embora tenha experiência com armas de fogo, tenha usado um silenciador - incomum para um criminoso profissional -, provavelmente tenha agido sozinho e soubesse por qual porta do hotel seu alvo entraria.
O assassinato, longe de gerar indignação, provocou uma cascata de mensagens críticas contra as seguradoras, em um país onde uma doença prolongada pode significar a ruína de muitas famílias.
O UnitedHealth Group é uma das maiores empresas de seguro de saúde dos Estados Unidos, com 440.000 funcionários.
No ano passado, a divisão de seguros chefiada por Thompson, que recebeu US$ 10,2 milhões, faturou US$ 281 bilhões.
Nos últimos anos, impulsionado pelas redes sociais, houve um aumento acentuado nas ameaças contra executivos e suas famílias, principalmente nos setores de saúde, biomédico e farmacêutico, de acordo com Chris Pierson, executivo-chefe da BlackCloak, uma empresa de proteção digital de executivos, conform
W.Morales--AT