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Número de mortos em incêndio em escola no Quênia sobe para 21
O incêndio em uma escola do ensino fundamental no Quênia deixou pelo menos 21 mortos, segundo um balanço atualizado divulgado neste sábado (7) pelo governo.
O incêndio na Academia Hillside Endarasha, no condado de Nyeri, começou por volta da meia-noite de quinta-feira e atingiu um dormitório que abrigava mais de 150 crianças.
A escola, que tem quase 800 alunos com idades entre nove e 13 anos, fica 170 km ao norte de Nairóbi, capital do país africano.
O porta-voz do governo, Isaac Mwaura, informou neste sábado que o balanço aumentou para 21 mortos.
Do total de 156 crianças que estavam no dormitório no momento da tragédia, 139 foram localizadas, em suas casas ou no hospital.
"É realmente devastador para a nação perder tantos jovens quenianos promissores", declarou Mwaura. "É uma catástrofe além da imaginação", acrescentou.
O presidente William Ruto decretou três dias de luto a partir de segunda-feira e afirmou que os culpados serão responsabilizados.
"Prometo que as perguntas difíceis apresentadas, incluindo a forma como esta tragédia aconteceu e por que a resposta não foi rápida, serão respondidas de forma completa, franca e sem medo ou favorecimento", afirmou em um comunicado.
O vice-presidente Rigathi Gachagua afirmou que um trabalho minucioso de DNA será necessário para ajudar a identificar as vítimas.
"Os corpos encontrados no local estão carbonizados a tal ponto que são irreconhecíveis", declarou na sexta-feira a porta-voz da polícia, Resila Onyango.
"Queremos iniciar hoje o processo de exames de DNA", declarou à AFP o diretor do departamento de investigações de homicídios, Martin Nyuguto.
- "Encontrem meu filho" -
A tensão era intensa entre os familiares reunidos diante da escola para aguardar notícias sobre os filhos.
Muitas pessoas choraram quando a polícia mostrou os corpos dos alunos no dormitório que sofreu o incêndio.
"Por favor, encontrem meu filho. Não é possível que esteja morto. Eu quero meu filho!", gritou uma mulher.
Niyawira, mãe de um estudante que sobreviveu, diz não saber quem morreu. "Nós só escutamos rumores", afirmou.
A estrutura do dormitório foi destruída pelas chamas e o teto de ferro corrugado desabou completamente. O prédio foi isolado pela polícia.
A comissão nacional de gênero e igualdade do Quênia afirmou que as informações preliminares indicavam que a residência estava com superlotação, o que "viola as normas de segurança".
O papa Francisco expressou neste sábado em um comunicado sua "proximidade espiritual" com as famílias das crianças.
O Quênia e outros países do leste da África sofreram muitos incêndios em escolas nos últimos anos.
Em 2016, nove estudantes morreram em uma tragédia em uma escola para mulheres no bairro de Kibera, em Nairóbi.
Em 2001, 67 alunos faleceram em um incêndio criminoso em seu dormitório em uma escola do Ensino Médio do distrito de Machakos, no sul do Quênia.
R.Lee--AT