-
Enem 2026: portões fecham às 13h30 e provas do primeiro dia começam em todo o país
-
Maria Hellena, de 9 anos, é única de Santa Cruz aprovada na Escola Bolshoi Brasil
-
Lucy Alves retorna às novelas em 'Lá na minha terra' e confirma novo namoro
-
Pais e irmã do atirador de Cracóvia são encontrados mortos em casa
-
Governo de São Tomé e Príncipe contesta penhora de conta do Banco Central em Portugal
-
Trump convida Dana White para ser porta-voz da Casa Branca
-
Serrano vence o São Cristóvão e conquista a Taça Corcovado no Carioca B1
-
Shows no Horto do Fonseca são adiados por causa da chuva em Niterói
-
Rosa Moreira explica por que deve semear favas e ervilhas em novembro
-
80 proprietários de Tesla na Coreia do Sul enfrentam prisão por hackear FSD
-
Gadi Eisenkot assume missão de formar governo de urgência em Israel
-
Iniciativa Liberal propõe 24 medidas para ampliar oferta de habitação
-
Porto montará pista de gelo em praça ocupada por protesto por habitação
-
Ameaças de bomba provocam perturbações e temor em vários países europeus
-
Putin confirma negociação com Ucrânia e EUA nos Emirados
-
Motorola Signature de 256 GB recebe desconto de 25% no Magalu
-
Ações de big techs caem com dúvidas sobre retorno dos gastos em IA
-
Microsoft solicita patente de IA capaz de modificar falas em transmissões
-
Falha grave no Paint permite execução remota de código no Windows 11
-
Tesla reduzirá Cybertruck no Texas para ampliar produção do Cybercab
-
Data centers já respondem por 65% da receita da AMD
-
Jardins do Palácio Guanabara passam a receber visitas gratuitas
Para Malala, ganhadora do Nobel, é impossível 'ser menina' sob o talibã
A paquistanesa vencedora do Prêmio Nobel da Paz, Malala Yousafzai, declarou nesta terça-feira (5) que o regime talibã tornou impossível "ser uma menina" no Afeganistão e fez um apelo, durante um discurso na África do Sul, a classificar o "apartheid baseado no gênero" como um "crime contra a humanidade".
"Os talibãs tornaram ilegal ser menina e isso tem um custo", declarou Malala Yousafzai durante uma conferência organizada em Joanesburgo pela Fundação Mandela, por ocasião do décimo aniversário da morte do primeiro presidente sul-africano negro.
Segundo a paquistanesa, as meninas afegãs "recorrem a drogas" e "tentam cometer suicídio" por causa da "opressão".
Desde que voltaram ao poder, em agosto de 2021, os talibãs, cujo governo segue uma interpretação rigorosa do islã, reduziram de forma implacável os direitos das afegãs. Em dois anos, escolas de ensino médio e universidades fecharam as portas às mulheres, assim como parques, academias e "hammams" (uma espécie de sauna, também conhecida como "banho turco").
Malala Yousafzai recebeu o Prêmio Nobel em 2014 pela sua luta pelo direito das meninas à educação.
"É imperativo chamar o regime afegão do que ele é: um regime de apartheid de gênero", afirmou nesta terça-feira em Joanesburgo.
"Os sul-africanos lutaram para que o apartheid baseado na raça fosse chamado de apartheid e criminalizado a nível internacional. Com isso, chamaram a atenção do mundo para os horrores do apartheid", disse Malala Yousafzai.
"O apartheid baseado no gênero ainda não foi explicitamente codificado. Temos a oportunidade de fazê-lo agora", insistiu ela.
No mês passado, Malala e outras personalidades, como Hillary Clinton e conhecidas ativistas feministas, pediram em uma carta às Nações Unidas a criminalização da segregação baseada no gênero e a revisão do texto de um tratado em discussão sobre crimes contra a humanidade.
T.Wright--AT