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Número de mortes em erupção vulcânica na Indonésia sobe para 22
As equipes de emergência da Indonésia encontraram nesta terça-feira (5) os corpos de mais vítimas da erupção de um vulcão no oeste do país, o que eleva o balanço para 22 mortes, e prosseguem com as buscas por um alpinista desaparecido.
Os corpos dos alpinistas mortos foram encontrados perto da cratera do Monte Marapi, na ilha de Sumatra, que em sua erupção de domingo provocou uma coluna de fumaça de 3.000 metros de altura.
O número de mortos subiu nesta terça-feira para 22, depois que mais dois corpos foram encontrados em um primeiro momento e, horas mais tarde, outros nove cadáveres foram localizados, informou Abdul Malik, diretor da Agência de Busca e Resgate de Padang.
"Continuamos procurando uma vítima", anunciou Malik.
"O vulcão permanece em erupção", informou À AFP Hendri, diretor de operações da mesma agência, que utiliza apenas um nome, assim como milhões de indonésios.
As equipes de resgate também encontraram sobreviventes, que foram resgatados da montanha em uma operação complexa, dificultada por novas erupções.
Um dos sobreviventes mencionou o pânico que sentiu no início da erupção. "Eu corri em várias direções, desci cerca de 30 ou 40 metros até um posto de alpinistas", declarou Ridho, 22 anos, em um hospital da região.
"A erupção fez muito barulho, olhei para trás e fugi correndo imediatamente, como todas as pessoas. Alguns pularam e caíram. Eu fiquei refugiado atrás de algumas pedras, não havia árvores", acrescentou.
Ahmad Rifandi, diretor do posto de monitoramento de Marapi, disse à AFP que observou cinco erupções entre 0h00 e 8h00 (horário local).
"Marapi continua muito ativo. Não podemos observar a altura da coluna porque está coberta por uma nuvem", disse.
O diretor da agência de vulcanologia da Indonésia, Hendra Gunawan, afirmou que desde 2011 o Marapi estava no nível de alerta dois (de uma escala que vai até quatro) e que foi imposta uma zona de exclusão de três quilômetros ao redor da cratera.
Ele pareceu culpar os alpinistas por terem se aproximado da cratera, ao destacar que a agência recomenda que as pessoas não visitem a área e que os "impactos graves" para as vítimas aconteceram em um raio de 1 a 1,5 quilômetro da cratera.
As autoridades afirmaram que os alpinistas fizeram registros em um serviço de internet, mas que alguns utilizaram rotas ilegais.
Os parentes aguardavam por notícias em um centro de informações na base da montanha.
"Vou permanecer aqui até receber notícias", afirmou Dasman, pai do alpinista desaparecido Zakir Habibi, que viajou duas horas de Padang para tentar encontrar o filho.
Um total de 75 alpinistas estavam registrados para caminhar na montanha a partir de sábado. Alguns sobreviventes sofreram queimaduras ou fraturas.
As equipes de emergência informaram que as buscas devem continuar por sete dias ou até a localização do último desaparecido.
Os falecidos sofreram queimaduras graves. Os legistas se preparam para identificá-los pelas arcadas dentárias ou por impressões digitais, ou com base em marcas nos corpos, explicou Eka Purnamasari, da unidade médica da polícia de Sumatra Ocidental.
O Marapi, que significa "montanha de fogo", é o vulcão mais ativo de Sumatra.
A Indonésia fica na região conhecida como Círculo de Fogo do Pacífico, área de encontro de placas tectônicas e de grande atividade vulcânica e sísmica.
O país tem quase 130 vulcões ativos.
W.Nelson--AT