-
Enem 2026: portões fecham às 13h30 e provas do primeiro dia começam em todo o país
-
Maria Hellena, de 9 anos, é única de Santa Cruz aprovada na Escola Bolshoi Brasil
-
Lucy Alves retorna às novelas em 'Lá na minha terra' e confirma novo namoro
-
Pais e irmã do atirador de Cracóvia são encontrados mortos em casa
-
Governo de São Tomé e Príncipe contesta penhora de conta do Banco Central em Portugal
-
Trump convida Dana White para ser porta-voz da Casa Branca
-
Serrano vence o São Cristóvão e conquista a Taça Corcovado no Carioca B1
-
Shows no Horto do Fonseca são adiados por causa da chuva em Niterói
-
Rosa Moreira explica por que deve semear favas e ervilhas em novembro
-
80 proprietários de Tesla na Coreia do Sul enfrentam prisão por hackear FSD
-
Gadi Eisenkot assume missão de formar governo de urgência em Israel
-
Iniciativa Liberal propõe 24 medidas para ampliar oferta de habitação
-
Porto montará pista de gelo em praça ocupada por protesto por habitação
-
Ameaças de bomba provocam perturbações e temor em vários países europeus
-
Putin confirma negociação com Ucrânia e EUA nos Emirados
-
Motorola Signature de 256 GB recebe desconto de 25% no Magalu
-
Ações de big techs caem com dúvidas sobre retorno dos gastos em IA
-
Microsoft solicita patente de IA capaz de modificar falas em transmissões
-
Falha grave no Paint permite execução remota de código no Windows 11
-
Tesla reduzirá Cybertruck no Texas para ampliar produção do Cybercab
-
Data centers já respondem por 65% da receita da AMD
-
Jardins do Palácio Guanabara passam a receber visitas gratuitas
Começa a trégua de quatro dias entre Israel e Gaza
A trégua entre Israel e Hamas na Faixa de Gaza entrou em vigor nesta sexta-feira(24) e deve levar à libertação de 13 reféns durante a tarde, nos primeiros sinais de distensão após semanas de guerra.
O Catar, que atua como mediador no conflito, havia anunciado na quarta-feira uma trégua de quatro dias, acompanhada de uma troca de reféns mantidos em Gaza por presos palestinos detidos em Israel. O acordo prevê trocar em quatro dias um total de 50 reféns civis por 150 palestinos.
A entrada em vigor do pacto estava prevista inicialmente para quinta-feira, mas foi adiada para sexta-feira às 07h locais (05h GMT, 02h no horário de Brasília), anunciou o Catar. A libertação de 13 mulheres e crianças deve ser às 16h.
Ao amanhecer milhares de pessoas que fugiram das regiões próximas à fronteira com o Egito se preparavam para voltar para suas casas, reunindo seus pertences em bolsas de plástico e caixas de papelão.
Entre eles, Omar Jibrin, um jovem de 16 anos, que minutos depois do início da trégua saiu de um hospital do sul do território onde havia se refugiado com oito familiares.
"Vou para casa", disse à AFP.
No céu, aviões israelenses haviam cessado os bombardeios, mas lançaram panfletos de advertência: "A guerra não acabou (…) Retornar ao norte é proibido e é muito perigoso".
No sul de Israel, quinze minutos após o início da trégua, as sirenes de alerta antiaéreo foram ativadas em várias localidades próximas à fronteira com Gaza, disse o Exército sem dar mais detalhes.
- "Incrivelmente difícil" -
Hamas anunciou "uma paralisação total das atividades militares" por quatro dias, durante a qual 50 reféns serão liberados. Para cada um deles, "três presos palestinos" serão soltos, indicou.
Na manhã desta sexta, uma fonte de segurança egípcia disse à AFP que uma delegação de segurança de seu país estará em Jerusalém e Ramallah para garantir o "respeito à lista" de presos palestinos liberados.
Funcionários de segurança israelenses, acompanhados de equipes da Cruz Vermelha e agentes egípcios foram mobilizados do lado egípcio da passagem fronteiriça de Rafah para receber os reféns liberados em Gaza, afirmou.
Uma fonte dentro do Hamas disse à AFP que a entrega destes reféns será feita "secretamente, longe da imprensa".
Maayan Zin soube na quinta-feira que suas duas filhas não estavam entre os reféns que serão libertados nesta sexta-feira.
"É incrivelmente difícil para mim", disse na rede social X, embora tenha se mostrado "aliviada por outras famílias".
Israel divulgou uma lista de 300 palestinos (33 mulheres e 267 menores de 19 anos) que podem ser soltos. Entre eles, há 49 membros do Hamas.
- Voltar à guerra? -
A comunidade internacional celebrou o acordo e confia que este seja um primeiro passo para um cessar-fogo duradouro. Porém, o governo e o Exército israelenses disseram que "continuarão" os combates para "eliminar" o Hamas quando a trégua acabar.
"Não paramos a guerra. Continuaremos até a vitória", afirmou o chefe do Estado-Maior de Israel, o general Herzi Halevi.
"Tomar o controle do norte da Faixa de Gaza é a primeira etapa de um longa guerra e nos preparamos para as fases seguintes", disse o porta-voz do Exército Daniel Hagari.
O embaixador palestino na ONU, Riyad Mansour, declarou que a trégua "não pode ser apenas uma pausa" e pediu que a pausa seja usada para impedir a retomada dos combates em Gaza.
A guerra eclodiu com o ataque de milicianos do Hamas no sul de Israel em 7 de outubro, de magnitude e violência inéditas desde a criação deste Estado.
Segundo suas autoridades, 1.200 pessoas, em sua maioria civis, foram assassinadas e cerca de 240 foram tomadas como reféns e levadas à Faixa de Gaza.
Israel lançou uma ofensiva contra Gaza, com bombardeios constantes e uma operação terrestre desde 27 de outubro, que causaram a morte de 14.854 personas, entre elas 6.150 crianças, segundo o governo controlado pelo Hamas.
- Bombardeios antes da trégua -
As hostilidades persistiram até o último momento. Duas horas antes do início da trégua, um funcionário do governo do Hamas disse que soldados israelenses "realizaram um ataque ao Hospital Indonésio" em Gaza, onde há cerca de 200 pacientes.
Na véspera, um médico palestino disse que ao menos 27 pessoas morreram e 93 ficaram feridas em um bombardeio na quinta-feira sobre uma escola da ONU no acampamento de refugiados de Jabaliya.
No sul, houve bombardeios na região de Khan Yunis, onde Israel disse ter neutralizado um comandante local do Hamas.
Os bombardeios devastaram o território palestino e deslocaram 1,7 de seus 2,4 milhões de habitantes, segundo a ONU, que denuncia uma grave crise humanitária.
A população está desde 9 de outubro sob um "assédio total" por parte de Israel, que cortou os fornecimentos de comida, água, eletricidade e medicamentos.
A trégua deve permitir a entrada de "um maior número de comboios humanitários e de ajuda, incluindo combustível", segundo o Catar.
Porém, um grupo de ONGs internacionais asseguraram que será "insuficiente" para chegar a ajuda necessária e pediu um verdadeiro cessar-fogo.
H.Romero--AT