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Hungria anuncia investigação sobre zebras pertencentes a associado de Orbán
O ministro do Meio Ambiente da Hungria anunciou, nesta sexta-feira (24), o início de uma "investigação minuciosa" sobre a situação de uma manada de zebras que se tornou um símbolo das denúncias de corrupção e abusos atribuídos ao governo do ex-líder nacionalista Viktor Orbán.
As referências a esses animais exóticos tornaram-se um tema recorrente entre os manifestantes vestidos de zebras contra o antigo governo de Orbán, depois que os animais foram filmados, no final de 2024, vagando por campos perto de uma luxuosa mansão que pertence oficialmente ao pai octogenário do ex-primeiro-ministro.
O terreno e a manada de zebras pertencem a Lőrinc Mészáros, um dos homens mais ricos da Hungria, considerado por seus detratores como um laranja de Orbán.
A forma como as zebras têm sido mantidas constitui uma situação de "criação irresponsável", declarou o ministro do Meio Ambiente, Gajdos László, um ex-cuidador de zoológico.
Segundo ele, 17 zebras estão em cativeiro há dois anos nos terrenos de Mészáros, perto de Bicske, 35 quilômetros a oeste de Budapeste, algumas delas sem qualquer autorização.
"A grande maioria não possui comprovante de origem. A maior parte dos documentos foi elaborada posteriormente", afirmou o ministro.
Três desses animais escaparam em janeiro "devido a uma cerca inadequada" e um foi encontrado "morto de frio", acrescentou Gajdos. "Não vamos deixar isso acontecer!", prometeu.
No ano passado, a associação de caça Vál völgye, pertencente a Mészáros e responsável pela gestão desses terrenos, declarou que mantinha as zebras em conformidade com a legislação vigente e possuía as autorizações necessárias.
A associação também afirmou que todos os animais exóticos em sua propriedade haviam sido resgatados de situações de maus-tratos.
D.Johnson--AT