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Militares auxiliam vítimas de inundações na Ásia, que provocaram mais de mil mortes
Sri Lanka e Indonésia mobilizaram as forças militares nesta segunda-feira (1) para socorrer as vítimas das inundações que deixaram mais de mil mortos na Ásia nos últimos dias.
Vários fenômenos meteorológicos provocaram chuvas torrenciais prolongadas na semana passada em todo o Sri Lanka, partes da ilha indonésia de Sumatra, no sul da Tailândia e no norte da Malásia.
O presidente da Indonésia, Prabowo Subianto, anunciou nesta segunda-feira em Sumatra do Norte que "a prioridade agora é como enviar imediatamente a ajuda necessária".
"Há vários vilarejos isolados aos quais, com a ajuda de Deus, conseguiremos chegar", afirmou. Ele também disse que o governo mobilizou helicópteros e aviões para apoiar as tarefas de socorro.
As inundações e deslizamentos de terra mataram 502 pessoas na Indonésia e deixaram uma quantidade similar de desaparecidos. Este é o balanço mais elevado registrado na Indonésia para um desastre natural desde 2018, quando um terremoto seguido de um tsunami provocou mais de 2.000 mortes.
O governo enviou três navios militares com ajuda e dois navios-hospital para as áreas mais atingidas, onde muitas rodovias continuam intransitáveis.
No vilarejo de Sungai Nyalo, a 100 km de Padang, capital de Sumatra Ocidental, as inundações diminuíram no domingo, o que deixou casas, veículos e plantações cobertos por uma lama espessa.
- Sri Lanka pede ajuda -
No Sri Lanka, o governo pediu ajuda internacional e utilizou helicópteros militares para chegar às pessoas isoladas pelas inundações e deslizamentos de terra.
Pelo menos 340 pessoas morreram, informou no domingo a agência de gestão de desastres do país, e muitas são consideradas desaparecidas.
As chuvas pararam nesta segunda-feira na capital Colombo e as autoridades esperam uma redução do nível da água.
Alguns estabelecimentos comerciais reabriram as portas. Em Ma Oya, ao norte de Colombo, Hasitha Wijewardena disse que estava tentando limpar sua residência após a inundação. "A água baixou, mas a casa está cheia de lama", declarou.
As autoridades anunciaram que ainda estão avaliando a dimensão dos danos no centro do país, a área mais afetada, enquanto as equipes de emergência tentavam liberar as estradas bloqueadas.
O presidente do Sri Lanka, Anura Kumara Dissanayake, que declarou estado de emergência, prometeu reconstruir as áreas devastadas.
"Estamos enfrentando o maior e mais difícil desastre natural da nossa história", expressou em uma mensagem ao país. "Sem dúvida construiremos um país melhor do que o que existia antes".
As perdas e os danos são os mais graves no Sri Lanka desde o tsunami de 2004, que matou quase 31.000 pessoas e deixou mais de um milhão de desabrigados.
- Críticas na Tailândia -
Helicópteros militares foram enviados para resgatar os moradores isolados e transportar alimentos, mas um aparelho caiu no domingo ao norte de Colombo.
Selvi, 46 anos, uma moradora do subúrbio da capital Wennawatte, contou que abandonou sua casa inundada no domingo com quatro sacolas de roupas e outros pertences. "Minha casa está completamente inundada. Não sei para onde ir, mas espero encontrar um abrigo para onde possa levar minha família", declarou à AFP.
No sul da Tailândia, as enchentes mataram 176 pessoas, informaram as autoridades nesta segunda-feira, em um dos fenômenos climáticos mais letais no país em uma década.
O governo enviou ajuda, mas a população criticou a resposta às inundações. Dois funcionários governamentais foram suspensos pela resposta inadequada.
Na Malásia, duas pessoas morreram nas enchentes no estado de Perlis.
Grande parte da Ásia enfrenta atualmente a temporada anual de monções, que provoca chuvas fortes e geralmente provoca deslizamentos de terra e inundações.
As enchentes que afetaram Indonésia, Tailândia e Malásia foram agravadas por uma rara tempestade tropical que provocou chuvas intensas, em particular em Sumatra.
As mudanças climáticas aumentaram a intensidade das tempestades e das chuvas porque uma atmosfera mais quente retém mais umidade.
burs-sah/tc/mas/pc/fp
W.Morales--AT