-
Filha de Maradona diz que 'havia um plano' para controlar seu pai, que 'fugiu das mãos'
-
Kimi Antonelli (Mercedes) vence GP de Miami de F1, seu 3º triunfo seguido; Bortoleto é 12º
-
Gladbach vence Dortmund (1-0); St. Pauli fica mais perto do rebaixamento
-
Manchester United vence Liverpool (3-2) e volta à Liga dos Campeões após dois anos
-
Encontradas novas provas contra atirador em jantar com presença de Trump
-
Marco Rubio se reunirá com o papa Leão XIV após críticas de Trump
-
Duas mulheres morrem asfixiadas em barco de migrantes a caminho do Reino Unido
-
Síndrome respiratória aguda mata 2 em cruzeiro entre Argentina e Cabo Verde
-
Barça vence Bayern e chega à sua 6ª final consecutiva da Liga dos Campeões feminina
-
Sinner atropela Zverev e conquista seu primeiro Masters 1000 de Madri
-
Hadjar é penalizado e larga em último no GP de Miami; Bortoleto ganha posição e sai em 21º
-
Achávamos que 'ia morrer' em 3 de janeiro, diz filho de Maduro sobre o pai à imprensa
-
Choque de ordem ameaça as icônicas barracas de comida de rua de Bangcoc
-
Adnoc, petroleira estatal dos Emirados, promete investir US$ 55 bi em 2 anos
-
Marco Rubio visitará o Vaticano após confronto entre papa e Trump
-
Ataques cruzados deixam três mortos na Ucrânia e dois na Rússia
-
Sem Emirados, Opep+ aumenta suas cotas de produção
-
Sob a lua cheia, a 'loba' Shakira encanta uma multidão em Copacabana
-
Irã desafia EUA a escolher entre um 'acordo ruim' e uma operação militar impossível
-
Opep+ aumenta suas cotas de produção e não comenta saída dos Emirados
-
Corte israelense prorroga detenção de Thiago Ávila e ativista espanhol-palestino
-
F1 antecipa horário do GP de Miami devido à previsão de tempestade
-
Lyon elimina Arsenal e vai à final da Champions League feminina
-
Porto conquista o campeonato português pela 31ª vez
-
Antonelli (Mercedes) conquista pole do GP de Miami de F1; Bortoleto larga em último
-
Barça vence e fica mais perto do título; Villarreal goleia Levante e garante vaga na Champions
-
Schalke 04 volta à Bundesliga após três temporadas na 2ª divisão alemã
-
Alex Zanardi: as múltiplas vidas de um esportista idolatrado na Itália
-
Rio entra em 'modo Shakira' antes de megashow da colombiana em Copacabana
-
Napoli empata com Como (0-0) e Inter fica a um ponto de conquistar Scudetto
-
Time curdo Amedspor garante seu acesso à primeira divisão turca
-
Arsenal vence Fulham (3-0) e abre seis pontos de vantagem sobre o City
-
Com vários reservas, PSG empata com Lorient (2-2) e dá esperanças ao Lens
-
Bombardeio perto da capital do Sudão deixa cinco mortos
-
Homem é detido na Áustria, acusado de envenenar comida para bebês
-
Bayern arranca empate nos acréscimos contra o lanterna Heidenheim (3-3)
-
Spirit Airlines anuncia 'encerramento gradual' de operações e cancela todos os voos
-
Lando Norris vence corrida sprint do GP de Miami de F1; Bortoleto termina em 11º
-
Ucraniana Marta Kostyuk vence russa Mirra Andreeva e conquista WTA 1000 de Madri
-
Nobel da Paz iraniana Narges Mohammadi foi hospitalizada, diz círculo próximo
-
Villarreal goleia Levante (5-1) e garante vaga na Champions; Atlético derrota Valencia
-
West Ham perde para o Brentford e Tottenham ganha fôlego na luta contra o rebaixamento
-
Recusado em vários países europeus, Kanye West se apresentará na Albânia em julho
-
Israel, em xeque com drones de baixo custo e fibra óptica do Hezbollah
-
Alemanha e Otan pedem reforço da defesa europeia após retirada de tropas dos EUA
-
Carvajal, do Real Madrid, sofre fissura no pé direito
-
Armênia aposta em IA e no Ocidente com construção de megacentro de dados
-
Baleia encalhada na Alemanha é liberada no Mar do Norte
-
Shakira transforma o Rio na capital do pop latino com megashow em Copacabana
-
Alex Zanardi, ex-piloto de F1 e campeão paralímpico, morre aos 59 anos
Potosí sofre sede devido à seca na Bolívia em meio à incessante operação mineradora
Em um entorno muito árido, distantes de suas casas, mulheres indígenas lavam roupa e aliviam os seus bebês em piscinas públicas depois de uma semana sem dar banho neles. Falta água em Potosí, cidade mineradora da Bolívia, castigada pela pior seca de sua história recente.
Seus 230.000 habitantes enfrentam um difícil processo de adaptação, enquanto a operação mineradora, que depende da água, mal se ressentiu diante da escassez.
Já se passaram três meses de seca e dois desde que começaram os racionamentos de água que variam de intensidade por área. Os caminhões-pipa não dão conta. Apenas aparecem pelas colinas de Potosí, onde o corte é permanente, moradores desesperados se lançam com seus baldes e barris.
Inclusive não nos deixam "sair até que chegue outra cisterna", comenta o motorista Teodoro Mamani.
A 4.100 metros de altura, a temperatura em Potosí chegou em 26 de agosto aos 27,78 graus, a mais alta nessa data desde que os registros começaram em 1953, segundo o serviço nacional de meteorologia.
Flora Benavides, uma dona de casa de 49 anos, chega cedo com duas bolsas de roupa suja até as fontes termais de Chaqui, um município a 39km de Potosí. Mulheres de tranças longas e chapéus de abas largas esfregam a roupa em piscinas de cimento cheias de água subterrânea.
Perto dali, pelo equivalente a um dólar, as mães entram com seus filhos em "piscinas" de água de poço, para que tomem seu primeiro banho em uma semana.
A família de Benavides reutiliza ao máximo a água que consegue armazenar e separa apenas a necessária para a limpeza.
"Quando criança, vinha com meus pais (às fontes termais), mas apenas por lazer. Agora, voltamos para lavar roupa. É uma pena, porque não há água", diz Benavides à AFP.
Potosí declarou estado de desastre natural para receber ajuda do governo. A emergência se estende a sete dos nove departamentos da Bolívia, que enfrenta o fenômeno do El Niño com secas intensas.
Os incêndios florestais destruíram mais de dois milhões de hectares de florestas e pastagens desde setembro.
- Dilema -
Em Potosí, estão as reservas de prata, chumbo, zinco e estanho da Bolívia. Apesar do racionamento, a produção caiu apenas em torno de 10% nos últimos meses, disseram à AFP fontes da Coorporação Mineira da Bolívia.
As minas asseguram que contam com reservas e estão pagando até 120 dólares por 40.000 litros aos indígenas que vivem perto das 12 lagoas que formam as duas bacias que abastecem Potosí.
No entanto, os moradores acreditam que a empresa pública está desviando clandestinamente para as mineradoras, enquanto raciona drasticamente o serviço das residências.
Carlos Chumacero, gerente da Administração Autônoma para Obras Sanitárias de Potosí (Aaapos), rechaça tais acusações. "Procedemos com o corte (absoluto) do fornecimento de água (às empresas) por causa da pressão social".
- "Espoliação hídrica" -
Diante da grave escassez de água, o gerente da Aapos identifica em um mapa as lagoas que ainda podem abastecer a cidade.
Com um investimento inicial de 215.000 dólares (pouco mais de R$ 1 milhão), as autoridades querem canalizar a água dessas lagoas até as estações de tratamento de água, segundo Chumacero.
No entanto, a comunidade de Jesús de Machaca se mostra reticente. Sua porta-voz, a dirigente indígena Lidia Marca, acredita que a Aapos quer desviar a água para as plantas mineradoras.
A empresa "não cortou (o fornecimento) como dizem (...) Estão lhes vendendo água, temos o relatório deles mesmos que diz que eles cortaram a venda, isso quer dizer que admitem que vendiam", aponta Marca.
"Eles não podem escolher quem vai viver, nós também precisamos da água", assegura.
Por enquanto, os meteorologistas esperam chuvas pouco intensas para o fim do ano.
O.Gutierrez--AT