-
Yamal e o controle de expectativas: copo meio cheio ou meio vazio?
-
Lorenzo Musetti está fora de Wimbledon devido a lesão
-
Mbappé busca quebrar recordes e fazer história na Copa do Mundo
-
Feyenoord anuncia Van Bronckhorst como novo técnico
-
Trump freia confirmação no Congresso de seu chefe de inteligência
-
Los Angeles sediará décima edição da Laver Cup em 2027
-
Real Madrid envia ofício à Uefa para que 'Caso Negreira' seja retomado
-
G7 pede que empresas de tecnologia criem ferramentas para proteger menores online
-
Últimos desdobramentos do acordo entre Irã e EUA
-
Príncipe Harry e família viajarão ao Reino Unido pela 1ª vez em quatro anos, segundo imprensa
-
Tigre, continência, K-pop, camisa da seleção: os símbolos do 2º turno na Colômbia
-
Messi tem atuação histórica na Copa, que aguarda estreia de Ronaldo
-
Jeff Bezos sonha em devolver o planeta ao seu estado pré-industrial
-
Parlamento Europeu aprova criação de centros de deportação de migrantes fora da UE
-
Casemiro, o homem de confiança de Ancelotti que está sob pressão
-
Líderes do G7 celebram avanços no Irã e Ucrânia antes de debate sobre IA
-
Zapatero defende sua honestidade após depor por mais de três horas à Justiça espanhola
-
'Toy Story 5': os brinquedos declaram guerra às telas
-
Empresa dinamarquesa elimina chefias para melhorar desempenho
-
Messi será o melhor 'até quando quiser', diz Scaloni
-
Princesa das Astúrias homenageia a pioneira do espaço Christina Koch
-
Real Madrid anuncia contratação do português Bernardo Silva até 2028
-
Princesa da Noruega recebe transplante de pulmão 'bem-sucedido'
-
'Eu sou o chefe', afirma Trump aos líderes reunidos no G7
-
Líderes do G7 celebran avanços no Irã e Ucrânia antes de debate sobre IA
-
Museu do Louvre está 'no limite', alerta novo presidente
-
AIE reduz previsão de demanda mundial de petróleo para 2026
-
Presidente sul-coreano pede ajuda de Trump em conflito com a Coreia do Norte
-
Áustria derrota Jordânia por 3-1 em partida do Grupo J da Copa
-
'São estatísticas e nada mais', diz Messi ao igualar Klose como artilheiro das Copas
-
Com hat-trick histórico de Messi, Argentina vence Argélia (3-0) em sua estreia na Copa
-
'Quero aproveitar cada jogo', diz Modric antes de estrear em sua quinta Copa do Mundo
-
'É como a primeira Copa' para Cristiano Ronaldo, diz técnico de Portugal
-
'Venho da minha melhor temporada', adverte Kane antes da estreia da Inglaterra
-
Lionel Messi é o primeiro jogador da história a jogar em seis Copas do Mundo
-
Sean Penn vai dirigir filme sobre ataque ao Capitólio dos EUA
-
Com 2 de Haaland, Noruega goleia Iraque (4-1) em sua estreia na Copa do Mundo
-
Investigações contra governador da Califórnia não foram ordenadas por Washington
-
'Mbappé é um jogador fora do comum', comemora Deschamps
-
SpaceX supera brevemente Microsoft e Amazon em valor de mercado
-
'Não há medo', afirma técnico da RD Congo antes do jogo contra Portugal
-
Justiça do Canadá confirma negativa de visto ao jogador ganês Thomas Partey
-
Mbappé nega 'conta pendente' após marcar dois gols na vitória da França
-
Secretário-geral da ONU pede perdão a vítimas de grupos armados no Haiti
-
Com 2 gols de Mbappé, França vence Senegal (3-1) em sua estreia na Copa
-
Direitista Keiko Fujimori amplia vantagem em apuração presidencial no Peru
-
James vive 'Dia D' no retorno da Colômbia à Copa do Mundo após 8 anos
-
Moraes exige explicações a defesa de Bolsonaro sobre arma em prisão domiciliar
-
Di María torce pela Argentina à distância: "Com vocês até o fim do mundo"
-
Serena Williams é eliminada na primeira rodada de duplas no torneio de Berlim
Chile tenta se erguer das cinzas após incêndios que deixaram mais de 120 mortos
Milhares de pessoas tentam se erguer das cinzas nos morros de Viña del Mar, na região de Valparaíso, centro do Chile, devastada por um dos incêndios florestais mais mortais do século XXI, com um balanço atualizado nesta segunda-feira (5) de 122 mortos e mais de uma centena de desaparecidos.
Os violentos incêndios de sexta-feira deixaram sem luz, água e sob uma nuvem de fumaça moradores de Quilpué e Villa Independencia, duas das áreas mais povoadas desta região, situada a 120 km de Santiago.
"Ainda estou com um nó na garganta e não tanto pelos bens materiais (...) Perdi vários amigos vizinhos aqui perto, outros quatro mais acima. Isso é o que dói mais", lamentou Hugo de Filippi, um mecânico de 34 anos, emocionado com a ajuda dos vizinhos e estudantes para limpar uma área com ruas bloqueadas de escombros carbonizados e ainda cheirando a fumaça.
Em Viña del Mar, os moradores se mobilizaram durante todo o dia levando água, roupas e comida às áreas mais castigadas pelas chamas. Com pás e vassouras, famílias e grupos de amigos subiram os morros em mutirões de limpeza.
"Não há explicação. De verdade este é um desastre. No ano passado, fomos afetados por um incêndio florestal e isto é seis vezes pior. Hoje, estamos tirando escombros [...], depois vamos levar o que falta casa por casa", disse à AFP Camila Pérez, de 23 anos, que organizou-se com seu pai, seu companheiro e irmãos para levar ajuda a El Olivar.
O tráfego piorou com a chegada dos voluntários, gente que quer ajudar as famílias e dar assistência aos animais de estimação. Também trabalham no local bombeiros e equipes oficiais em busca de vítimas nos locais incendiados.
Em pleno verão no hemisfério sul, esta região de praia está com grande parte dos hotéis sem funcionários porque foram afetados pela catástrofe, que deixou um rastro de casas queimadas nos morros e vias estreitas cheias de veículos que até agora não se sabe se estavam estacionados ou ocupados por pessoas que tentavam fugir.
O último balanço desta segunda-feira elevou a 122 o número de mortos, dos quais apenas 32 puderam ser identificados, segundo o Serviço Médico Legal.
- À procura de vítimas -
As autoridades têm reiterado que é difícil o trabalho "de levantamento de corpos" porque até domingo havia locais com focos de incêndio próximos, mas também porque há veículos e casas carbonizados.
"Há 190 desaparecidos em Viña del Mar", disse a prefeita da cidade, Macarena Ripamonti, que acrescentou que 20.000 moradores foram afetados.
Nesta segunda-feira, voltou a ser adotado um toque de recolher noturno entre as 21h e 05h de terça-feira (hora local e de Brasília) para facilitar os trabalhos dos médicos legistas, a limpeza de escombros e tentar repor alguns serviços públicos.
Ainda sem números de pessoas que perderam suas casas, há são quase 15.000 as residências danificadas, informou o vice-secretário do Ministério do Interior, Manuel Monsalve.
Alguns focos dos incêndios começaram na quarta-feira, no mesmo dia em que foi registrada uma onda de calor com temperaturas acima dos 40º C, e na tarde sexta-feira se espalharam em questão de horas.
Os violentos incêndios estão entre os três mais mortais do século XXI, juntamente com os da Austrália em 2009 (179 mortos) e os do Havaí, em agosto de 2023 (mais de 100 mortos).
- Incêndios ativos -
Embora as condiçõs meteorológicas tenham melhorado, as equipes combatem ao menos 40 incêndios, com alguns focos que causaram evacuações preventivas ao norte de Santiago e em Galvarino, 400 km ao sul da capital, perto de uma extensa região devastada pelas chamas em fevereiro do ano passado.
As regiões mais castigadas ficam em uma região que há décadas é superpovoada sem planejamento e na qual, por sua proximidade com a costa do Pacífico e também de Santiago, moram famílias de classe média e outras em assentamentos precários e carentes.
A alta densidade populacional em terrenos de difícil acesso, somada à seca prolongada no Chile e às altas temperaturas, facilitaram a propagação das chamas.
Tanto o presidente Gabriel Boric quanto o Ministério do Interior já declararam suspeitar que os incêndios tenham sido provocados e prometeram investigar até encontrar os responsáveis.
O papa Francisco pediu orações pelas vítimas, enquanto o secretário-geral da ONU, António Guterres, se solidarizou com o Chile. A França e o alto representante de política externa da União Europeia, Josep Borrell, ofereceram para lidar com a catástrofe que remete "aos estragos da seca e do clima", disse.
Uma onda de calor sufoca nestes dias o Cone Sul americano, onde o fenômeno El Niño ganha força com o aquecimento global provocado pelas atividades humanas, segundo especialistas.
E.Rodriguez--AT