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OpenAI afirma que sua IA resolveu um dos problemas mais complexos da matemática
A OpenAI afirmou nesta terça-feira (8) que um de seus modelos de inteligência artificial resolveu um problema matemático que desafia pesquisadores há gerações, anúncio que provocou uma disputa com cientistas rivais sobre o mérito da descoberta. A empresa divulgou uma solução gerada por IA e uma demonstração formal para o problema de Navier-Stokes.
A criadora do ChatGPT afirmou que foram necessárias 88 horas e milhões de dólares em poder computacional para solucionar o chamado problema de Navier-Stokes.
Navier-Stokes é um dos sete "Problemas do Milênio", lista que reúne algumas das questões em aberto mais difíceis da matemática, elaborada pelo Clay Mathematics Institute.
As equações descrevem o movimento de fluidos, como o ar e a água, e são utilizadas no desenvolvimento de aeronaves, na previsão do tempo e no estudo do fluxo sanguíneo.
A OpenAI afirmou que seu trabalho demonstrou que essas equações podem deixar de apresentar soluções regulares ao longo do tempo, respondendo à questão formulada pelo Prêmio do Milênio.
"Este é um marco importante para a pesquisa em IA, e a promessa para o mundo é que nossas perguntas mais difíceis poderão um dia ser respondidas", afirmou a jornalistas Mark Chen, diretor de pesquisa da OpenAI.
O problema teria sido resolvido por um modelo que ainda não foi lançado ao público.
Cada Problema do Milênio prevê um prêmio de 1 milhão de dólares. No entanto, apenas um foi resolvido desde que a lista foi publicada, em 2000. A OpenAI afirmou que não reivindicará o dinheiro caso sua solução seja confirmada.
A empresa explicou que começou a treinar, no fim de agosto, um novo modelo mais avançado do que qualquer outro lançado publicamente.
O anúncio da OpenAI ocorreu poucas horas depois de Tristan Buckmaster, matemático da Universidade de Nova York, e Levent Alpoge, que trabalha na Anthropic, concorrente da OpenAI, publicarem trabalhos próprios, desenvolvidos com auxílio de IA, sobre três equações relacionadas.
Em uma declaração publicada junto com os artigos, Buckmaster afirmou que a OpenAI só se interessou pelo problema depois que a pesquisa de sua equipe se tornou conhecida e que a empresa recorreu à mesma abordagem incomum que ele e Alpoge vinham desenvolvendo.
Os pesquisadores da OpenAI negaram ter tido acesso ao trabalho da equipe rival e disseram que propuseram dividir o mérito.
arp/mlm/cr/nn/lm/ic
J.Gomez--AT