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Nasa prepara missão robótica para salvar o telescópio espacial Swift
A Nasa se prepara para lançar nesta semana uma missão robótica para salvar seu telescópio espacial Swift, que corre o risco de se desintegrar na atmosfera terrestre em pouco tempo.
A operação, que se estenderá por vários meses, busca prolongar a vida útil do observatório e abrir caminho para futuras operações de reparo e reutilização de satélites em órbita.
O lançamento está programado para quarta-feira a partir das 9h43 GMT (6h43 no horário de Brasília), informou a Nasa, que teve de adiá-lo nesta terça-feira (30) devido a condições meteorológicas desfavoráveis.
O robô de resgate, desenvolvido pela startup americana Katalyst, viajará a bordo de um foguete Pegasus que será lançado de um avião, em vez de decolar de uma plataforma terrestre.
Uma vez no espaço, deverá atingir uma órbita próxima à do Swift, localizá-lo e prendê-lo por meio de três braços móveis, em uma manobra sem precedentes.
Depois, o dispositivo tentará rebocar o telescópio por pelo menos um mês para elevá-lo em cerca de 300 quilômetros e colocá-lo em uma órbita mais estável, o que permitiria prolongar sua vida operacional por vários anos.
Se tiver sucesso, toda a missão será uma "sequência de primeiras vezes jamais alcançadas", afirmou Shawn Domagal-Goldman, diretor da divisão de astrofísica da Nasa, em uma conversa recente com jornalistas.
O Observatório Neil Gehrels Swift foi lançado em 2004 para estudar as explosões de raios gama, os "fenômenos mais energéticos que ocorrem no universo", explicou à AFP Regina Caputo, astrofísica da Nasa.
Sua localização em órbita baixa, a cerca de 600 quilômetros de altitude, facilitou a comunicação permanente com os cientistas, mas também provocou sua lenta descida devido ao atrito atmosférico intensificado pela atividade solar.
Embora tenha sido projetado para durar apenas dois anos, continua sendo muito valorizado por sua capacidade de resposta rápida e não pode ser substituído de imediato.
A Nasa decidiu tentar salvá-lo "pelo quão especial ele é", disse Domagal-Goldman.
A missão, com custo de 30 milhões de dólares (155 milhões de reais), enfrenta incertezas técnicas e uma probabilidade de sucesso estimada em "talvez 50-50", segundo Caputo.
T.Sanchez--AT