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Astronautas embarcam em foguete para histórico lançamento lunar da Artemis II
Quatro astronautas afivelaram os cintos em seus assentos, enquanto as equipes finalizavam os preparativos, nesta quarta-feira (1º), para uma odisseia lunar histórica, que levará quatro astronautas para a órbita da Lua pela primeira vez em mais de 50 anos.
A missão da Nasa, nomeada Artemis II, foi preparada durante anos, com contratempos repetidos. Mas, enfim, seu lançamento está previsto para esta quarta-feira, na Flórida, às 18h24 locais (19h24 de Brasília).
A previsão é de clima favorável, com 80% de probabilidades de condições adequadas para o lançamento.
A equipe de astronautas, integrada pelos americanos Reid Wiseman, Victor Glover e Christina Koch, juntamente com o canadense Jeremy Hansen, deve permanecer em missão durante cerca de dez dias.
A nave será lançada a toda velocidade para a órbita do satélite natural da Terra sem alunissar, uma missão similar à realizada pela Apollo 8 em 1968.
A viagem estabelece uma série de marcos históricos: enviará a primeira pessoa não branca, a primeira mulher e o primeiro não americano em uma missão lunar.
Se a missão transcorrer segundo o previsto, os astronautas vão bater um recorde, ao se aventurar mais longe da Terra que qualquer ser humano antes.
Também é o primeiro voo tripulado do novo foguete lunar da Nasa, batizado como Space Launch System (SLS).
O gigantesco foguete laranja e branco é projetado para permitir que os Estados Unidos retornem de forma reiterada à Lua, com o objetivo de estabelecer uma base permanente que sirva como uma plataforma para futuras missões de exploração.
- Contratempos repetidos -
Em um dia de sol radiante na Flórida, o abastecimento dos quatro depósitos com hidrogênio e oxigênio começou às 08h35 locais (09h35 de Brasília).
Quando este processo for concluído, o foguete terá um peso adicional de mil toneladas, chegando a um total de mais de 2.600 toneladas.
O lançamento da missão estava inicialmente previsto para fevereiro.
Mas contratempos repetidos o frearam e, inclusive, obrigaram o retorno do foguete ao seu hangar para análises e reparos.
Se o lançamento desta quarta-feira for cancelado ou atrasado, haverá novas oportunidades até 6 de abril, embora o clima no final de semana pareça levemente menos favorável.
"Teremos que vigiar estes acúmulos de nuvens inquietas e possivelmente alguns aguaceiros e rajadas de vento", disse na terça-feira Mark Burger, encarregado meteorológico do lançamento.
Mas, ele informou que, mesmo se ocorrerem algumas tempestades, "nenhuma parece particularmente intensa". "Deveríamos poder encontrar um espaço de céu aberto para lançar a Artemis", acrescentou.
"Nós aguardamos com muita vontade, nunca vimos nada parecido", disse à AFP Melinda Schuerfranz, uma mulher de 76 anos, que viajou de Ohio para a Flórida para assistir ao lançamento.
- "ALÉM DAS ESTRELAS" -
O programa Artemis foi marcado por atrasos e enormes custos extras. E também está sob a pressão do presidente americano, Donald Trump, que acelerou o ritmo deste projeto ambicioso, cuja meta é ver pegadas na superfície lunar antes de 2029, quando termina seu segundo mandato.
Os objetivos da Artemis II incluem verificar que tanto o foguete quanto a nave espacial estejam em perfeito estado de funcionamento, com a esperança de abrir o caminho para um retorno e uma alunissagem em 2028.
Esse prazo gera ceticismo entre os especialistas, em parte porque depende dos avanços tecnológicos do setor privado.
A atual era de esforços para chegar à Lua nos Estados Unidos tem sido descrita frequentemente com um empenho para competir com a China, que pretende pousar humanos na Lua até 2030.
Trump estará ocupado, na noite desta quarta-feira, em seu primeiro discurso à nação desde que as forças americanas e israelenses lançaram ataques contra o Irã em 28 de fevereiro, que iniciaram uma guerra regional e uma crise energética global.
Mas encontrou tempo para deixar uma mensagem nas redes sociais antes do lançamento previsto.
"Estamos VENCENDO, no Espaço, na Terra e em todos os pontos intermediários - Economicamente, Militarmente e agora, ALÉM DAS ESTRELAS. Ninguém se aproxima de nós! Os Estados Unidos mão só competem, DOMINAMOS, e o mundo inteiro está olhando", publicou Trump em sua plataforma, Truth Social.
D.Lopez--AT