-
Pegula e Eala farão a final do WTA 500 de Washington
-
Atentado guerrilheiro deixa 14 feridos na Colômbia a seis dias da posse de Espriella
-
Jessica Pegula avança à final do WTA 500 de Washington
-
Sobe para sete o número de mortos após bombardeios em Gaza
-
Centenas de menores dormem ao relento em Ceuta devido à crise migratória
-
O que se sabe sobre entrada em massa de migrantes no território espanhol de Ceuta
-
Um sonho "destruído": a desilusão dos marroquinos expulsos de Ceuta
-
Uefa e Concacaf mantêm pressão sobre Infantino, apesar da retirada de plano de investimento privado
-
Concacaf pede 'revisão integral' da liderança de Infantino na Fifa
-
Espanha anuncia 'normalidade' em Ceuta em meio à crise diplomática
-
Ofensiva judicial de Trump contra a imprensa perde força
-
Federação Alemã pede 'investigação completa' sobre plano abortado pela Fifa
-
Uefa faz duras críticas a Infantino, apesar da retirada de plano de investimento privado
-
Bombardeios em Gaza deixam dois mortos e provocam danos em hospital
-
Richarlison dá vitória ao Tottenham sobre o Chelsea em amistoso na Austrália
-
Atentado deixa 11 feridos na Colômbia a seis dias da posse de Espriella
-
Empresa confirma morte do alpinista Nirmal Purja em avalanche no Paquistão
-
Espanha anuncia 'normalidade' em Ceuta e pede reunião urgente sobre migração
-
Bombeiros lutam para salvar complexo turístico na Grécia
-
Ataques russos com mísseis balísticos deixam 10 mortos em Kiev
-
Japão encerra busca por vítimas em shopping destruído após terremoto
-
Ataques russos com mísseis balísticos deixam nove mortos em Kiev
-
Espanha reforça fronteira com Marrocos e destaca situação 'quase' normal
-
Humala é solto após anulação de sentença no Peru
'Dizer ao mundo': sobreviventes do Holocausto confiam suas memórias à IA
As memórias de sobreviventes do Holocausto que lembraram nesta segunda-feira, em Nova York, o 80° aniversário da libertação do campo de concentração nazista de Auschwitz, serão imortalizadas pela inteligência artificial (IA).
Os sobreviventes, que têm mais de 90 anos e vivem há décadas nos Estados Unidos, reuniram-se no Museum of Jewish Heritage (MJH), não muito longe de Ellis Island, porta de entrada no país de muitos dos que sobreviveram ao horror.
Enquanto acompanhavam pelas telas a cerimônia que marcou os 80 anos da libertação do campo, alguns deles não escondiam o medo causado pelo retorno "do ódio" e do antissemitismo.
"Conseguimos. Setenta e cinco anos depois, estou aqui nos Estados Unidos e refizemos nossas vidas", diz Toby Levy, nascida em 1933, perto de Lviv, então Polônia e hoje Ucrânia. Quando criança, ela se escondeu com a família nos guetos da Polônia, antes de eles serem libertados pelo Exército Vermelho soviético, em 1944.
Toby chegou a Nova Orleans em 1949, antes de escolher Nova York, cidade multicultural construída por ondas sucessivas de imigrantes. Seu depoimento, assim como o de outros nove sobreviventes do Holocausto que vivem há mais de 70 anos nos Estados Unidos, será imortalizado pela IA, explicou à AFP Mike Jones, pai desse projeto tecnológico inédito, realizado em colaboração com o MJH e as bibliotecas da Universidade do Sul da Califórnia (USC).
As respostas de Toby a perguntas sobre a sua infância antes de seu país ser invadido pela Alemanha nazista, sobre a sua sobrevivência nos campos de extermínio, sobre a sua libertação e sua vida nos Estados Unidos foram registradas em vídeo e texto em uma base de dados. Os visitantes do museu ou do site da instituição podem fazer perguntas, e os sobreviventes responderão de maneira interativa, segundo frases pré-gravadas.
"Independentemente de quem estiver no poder nos Estados Unidos, da retórica antissemita, as memórias e experiências dos sobreviventes são, fundamentalmente, atemporais", ressaltou Mike Jones.
- Atrocidades -
São "histórias de seres humanos que cometeram atrocidades imperdoáveis contra outros seres humanos", disse Jones.
Nascida em 1933, na então Tchecoslováquia e hoje Hungria, Alice Ginsburg foi deportada em 1944 para Auschwitz, onde quase morreu "de fome e devido ao trabalho forçado". Ela chegou aos Estados Unidos dois anos após a libertação do campo.
"Era a desumanidade do homem contra o homem. Por que tanto ódio, quando os judeus não tinham feito nada? Por que assassinar 1,5 milhão de crianças?", questionou Alice.
Oitenta anos depois de sobreviver ao ódio antissemita, essa nova-iorquina se preocupa com "os negacionistas do Holocausto, uma nova forma de antissemitismo", assim como Jerry Lindenstraus, nascido na Alemanha no começo da década de 1930 e radicado em Nova York em 1953, após um exílio em Xangai e na América do Sul.
Lindenstraus quer que suas memórias sirvam "para que nunca esqueçamos o que aconteceu", principalmente os jovens estudantes que "não têm nem ideia".
"Nossa responsabilidade compartilhada e obrigação moral é honrar os 6 milhões de judeus que foram tirados de nós e as muitíssimas outras vidas que foram transformadas para sempre pelos horrores do Holocausto", ressaltou Bruce Ratner, presidente do MJH. "Temos que garantir que essas lições sejam sempre lembradas, e que transmitimos para a próxima geração uma parte da História, comprometidos em lembrar que os dias mais sombrios possíveis aconteceram e que não os esqueceremos."
W.Morales--AT