-
Recusado em vários países europeus, Kanye West se apresentará na Albânia em julho
-
Israel, em xeque com drones de baixo custo e fibra óptica do Hezbollah
-
Alemanha e Otan pedem reforço da defesa europeia após retirada de tropas dos EUA
-
Carvajal, do Real Madrid, sofre fissura no pé direito
-
Armênia aposta em IA e no Ocidente com construção de megacentro de dados
-
Baleia encalhada na Alemanha é liberada no Mar do Norte
-
Shakira transforma o Rio na capital do pop latino com megashow em Copacabana
-
Alex Zanardi, ex-piloto de F1 e campeão paralímpico, morre aos 59 anos
-
Governador mexicano acusado de narcotráfico pelos EUA deixa cargo para ser investigado
-
Comando militar do Irã considera 'provável' retomada das hostilidades com EUA
-
Ativista brasileiro Thiago Ávila está em Israel para ser interrogado
-
Grupos armados tomam base militar no norte do Mali
-
Petro propõe coletar 2 milhões de assinaturas para impulsionar constituinte
-
Trump endurece sanções a Cuba em pleno 1º de Maio em Havana
-
Norris conquista pole da corrida sprint do GP de Miami; Bortoleto larga em 11º
-
Lando Norris conquista pole position da corrida sprint do GP de Miami
-
Principal sindicato da Bolívia declara greve por tempo indeterminado contra governo
-
Leeds vence Burnley (3-1) e praticamente garante sua permanência na Premier League
-
Academia veta atores e roteiros feitos por IA do Oscar
-
Trump diz que não está 'satisfeito' com nova proposta do Irã
-
Trabalhadores protestam em Caracas após aumento salarial
-
Zverev vence Blockx e vai enfrentar Sinner na final do Masters 1000 de Madri
-
Salvadorenhos protestam contra políticas de Bukele em marcha do 1º de maio
-
Sinner vence Fils e vai pela 1ª vez à final do Masters 1000 de Madri
-
Confrontos e detenções marcam marcha pelo Dia do Trabalho no Chile
-
Trump anuncia aumento de tarifas para carros e caminhões da UE a 25%
-
Leclerc (Ferrari) domina treino livre único no GP de Miami; Bortoleto é 14º
-
Charles III tem recepção calorosa em Bermudas após visita aos EUA
-
Bolsonaro é operado com sucesso do ombro direito em Brasília
-
"Mais do que um clube": time curdo está perto da elite do futebol turco
-
Pentágono assina acordo de IA com grandes empresas tecnológicas sem Anthropic
-
Trump anuncia aumento de 25% em tarifas sobre carros e caminhões da UE
-
Papa Leão XIV nomeia ex-imigrante irregular como bispo nos EUA
-
Sinner vence Fils e vai à final do Masters 1000 de Madri
-
Irã apresenta nova proposta para destravar as negociações de paz com os EUA
-
Flick acredita que Lamine Yamal vai se recuperar e disputar a Copa do Mundo
-
José Mourinho nega ter sido contactado pelo Real Madrid
-
Bolsonaro retorna ao hospital para uma cirurgia no ombro
-
Ativista brasileiro Thiago Ávila, preso a caminho de Gaza, será interrogado em Israel
-
Acordo comercial UE-Mercosul entra em vigor nesta sexta-feira de forma provisória
-
Líder supremo do Irã desafia EUA e petróleo dispara
-
Rei Charles III encerra visita aos EUA com imersão na cultura americana
-
Israel intercepta flotilha de ajuda para Gaza e detém dezenas ativistas
-
Barça tem, neste fim de semana, primeira chance de conquistar bicampeonato espanhol
-
Na volta da F1, Antonelli defende sua liderança histórica em Miami
-
Mirra Andreeva e Marta Kostyuk vão se enfrentar na final do WTA 1000 de Madri
-
Britney Spears é acusada de dirigir sob efeito de álcool e drogas
-
Kei Nishikori anuncia que vai se aposentar no final da temporada
-
Fifa vai rever estratégia de venda de ingressos para Copa do Mundo de 2030
-
Presidente da federação palestina se recusa a posar ao lado de dirigente israelense em congresso da Fifa
A difícil gestão da memória histórica em Atenas, libertada do jugo nazista há 80 anos
Atenas celebra, neste sábado (12), os 80 anos da libertação da ocupação nazista, com um trabalho de memória histórica em parte incompleto e dificultado durante décadas pela herança da guerra civil entre os comunistas e seus adversários.
No centro de Atenas, a antiga sede da Gestapo abriga hoje um centro comercial.
Apenas um monumento discreto recorda que nesse local estavam os escritórios e um centro de tortura da polícia secreta nazista durante a ocupação da Grécia, de 1941 a 1944.
Milhares de resistentes foram torturados e assassinados durante um dos períodos mais traumáticos da história contemporânea grega.
"Em outro país europeu, esses locais seriam um museu", disse à AFP Menelaos Charalampidis, historiador especializado na Ocupação.
Os locais de memória desse período "não são ressaltados o suficiente, e no caso de alguns acontecimentos maiúsculos, nem sequer há monumento", afirma Charalampidis.
Em Atenas, a euforia da libertação durou pouco, ao ver-se eclipsada em questão de semanas pela violência entre as forças da ordem, de tendência conservadora, e os comunistas, um componente essencial da resistência grega.
Em meio à disputa para delimitar as esferas de influência ocidental e soviética, os britânicos enviaram tropas em dezembro de 1944 a Atenas para enfrentar os comunistas nas ruas, e a escalada desembocou em uma guerra civil (1946-1949) perdida por esses últimos.
A Grécia se consolidou como um país do bloco ocidental, mas viveu décadas difíceis que levaram à ditadura dos coronéis (1967-1974), implacável em sua repressão contra a esquerda.
"A guerra civil na Grécia, assim como na Espanha, traumatizou profundamente a sociedade. E isso impediu de abordar certos acontecimentos passados", resume a historiadora Tassoula Vervenioti.
"A resistência nacional contra os nazistas na Grécia, com um forte componente de esquerda, se viu condenada ao esquecimento pelo enfrentamento feroz entre os partidos de direita e os comunistas", durante a Guerra Fria, acrescenta Menelaos Charalampidis.
Tanto que foi somente em 1981, com a chegada ao poder do primeiro governo socialista de Andreas Papandreou, que a “resistência nacional” foi oficialmente reconhecida.
- Os estragos da fome -
Em 12 de outubro de 1944, o Exército Popular de Libertação Nacional (Elas), um movimento que durante anos travou uma guerra de guerrilhas contra os alemães, desfilou na praça Syntagma, em frente ao Parlamento, sob os olhares de milhares de pessoas.
Foi o fim de uma ocupação devastadora, na qual o Exército alemão submeteu o país a sangue e a fogo.
Em toda a Grécia, calcula-se que 250.000 pessoas morreram de fome, das quais 45.000 em Atenas e no Pireu. Os nazistas exterminaram 86% da comunidade judaica grega, concentrada em Tessalônica e com um forte componente sefardita.
Em sua obra de referência "Inside Hitler's Greece: The Experience of Occupation, 1941-44", o historiador britânico Mark Mazower explica que a crise de fome foi resultado da "incapacidade do governo colaboracionista grego (...) de abastecer Atenas" e da destruição da rede de transportes.
No entanto, o interesse dos atenienses pelo seu passado cresceu, com muitos participando, por exemplo, das “caminhadas históricas” de Menelaos Charalampidis, seguindo os rastros da ocupação nazista da cidade.
O.Ortiz--AT