-
Alcaraz vence Medvedev e vai à final do ATP 500 de Viena
-
Deslocados da cidade ocupada de Oleshki chegam à Ucrânia
-
França em alerta diante do risco de violência em novas manifestações
-
Alemanha mobiliza a polícia antes de um grande dia de protestos juvenis
-
Presidente da Polônia convoca consultas de emergência devido a crise institucional
-
França mobiliza amplo esquema de segurança diante de novo dia de protestos
-
Flávio Bolsonaro diz que saiu do Brasil por ser vítima de 'perseguição'
-
Gigantes da IA prometem solução para evitar uso de conteúdo de mídia para treinar modelos
-
Flávio Bolsonaro diz que saiu do Brasil porque é vítima de "perseguição"
-
Rússia se mostra inflexível em G20 dividido pelos conflitos geopolíticos
-
COP17 chega a acordo sobre textos-chave para proteger a natureza
-
Juíza dos EUA questiona principal argumento para construir arco de Trump
-
Cruzeiro desafia hegemonia do Corinthians na final da Libertadores feminina
-
Bolsa e real encerram sua pior semana em anos após reeleição de Lula
-
Trump e Milei enfrentam pressão por fuga de Flávio Bolsonaro para os EUA
-
Wall Street fecha com forte queda após setor tecnológico despencar
-
COP17 chega a acordos sobre textos fundamentais para proteger a natureza
-
Mbappé ficou a apenas 28 pontos de Kane na votação da Bola de Ouro
-
Líder PSG goleira lanterna Le Havre (5-1) com hat-trick de Hakimi
-
Byanca Brasil: da depressão à final da Libertadores feminina
-
Estudantes e trabalhadores protestam na Itália sob forte esquema de segurança
-
Fils abandona e Fritz vai à semifinal do ATP 500 da Basileia
-
Democratas pedem explicações a governo Trump por fuga de Flávio Bolsonaro para os EUA
-
França reforça segurança diante de mais um sábado de manifestações de alto risco
-
UE e Canadá lançam nova "aliança" com acordos sobre minerais críticos, IA, Ucrânia
-
Técnico do Chelsea, Xabi Alonso não cogita empréstimo de Estêvão
-
Zverev e Alcaraz vão às semifinais do ATP 500 de Viena; Medvedev se garante no Finals
-
"Mentiram para nós": queda nos fundos de pensão preocupa aposentados no Chile
-
Ucranianos aproveitam trégua para fugir de cidade ocupada por Moscou
-
Meta faz acordo e deixa Snap como única acusada em julgamento sobre redes sociais nos EUA
-
Alcaraz vai à semifinal do ATP 500 de Viena; Medvedev garante vaga no Finals
Chile vai inovar o estudo do universo com a maior câmera do mundo
Cercados por montanhas desérticas e sob o céu azul do norte do Chile, os astrônomos do Observatório Vera C. Rubin esperam revolucionar o estudo do universo ao incorporar a um telescópio a maior câmera digital já construída no mundo.
Do tamanho de um veículo para quatro pessoas, e pesando 2,8 toneladas, o sofisticado dispositivo será instalado em um telescópio em construção e será capaz de abranger o céu como nunca antes, disseram à AFP os responsáveis pelo projeto, financiado pelos Estados Unidos.
Com um custo de cerca de 800 milhões de dólares (3,95 bilhões de reais), começará a captar imagens no primeiro semestre de 2025. A cada três dias, fará uma varredura do céu, e repetirá o movimento várias vezes, o que permitirá aos cientistas aprofundar a análise do universo.
Passaremos de “estudar uma estrela e saber toda a física em profundidade dessa estrela, para estudar bilhões de estrelas de uma vez”, afirma Bruno Dias, presidente da Sociedade Chilena de Astronomia (Sochias).
“Será uma mudança de paradigma na astronomia”, acrescenta Stuartt Corder, subdiretor da NoirLab, centro de pesquisa americano que administra o observatório localizado no monte Pachón, a 560 km de Santiago e mais de 2.500 metros de altitude.
Com esse projeto, o Chile, que tem os céus mais limpos do planeta, se consolida como potência na observação astronômica, com um terço dos telescópios mais potentes do mundo instalado em seu território, segundo dados da Sochias.
Espera-se que em 10 anos, a LSST - sigla em inglês para Pesquisa de Legado sobre o Tempo e Espaço - tenha dados de 20 milhões de galáxias, 17 bilhões de estrelas e seis milhões de objetos espaciais.
Os cientistas vão obter uma renovação do catálogo de imagens do sistema solar, além de poder mapear a Via Láctea e avançar no estudo da energia e matéria escura, que constitui 90% do universo.
- 300 telas para uma foto -
A câmera capturará fotografias de 3.200 megapixels. Uma imagem tão grande que para visualizá-la são necessários mais de 300 televisões de tamanho médio de alta definição juntas.
O dispositivo, que está sendo fabricado na Califórnia, terá uma capacidade três vezes maior que a da atual câmera mais potente, a japonesa Hyper Suprime-Cam, de 870 megapixels. E será seis vezes mais potente que a atual melhor câmera da NoirLab.
“A câmera que existe, que está no [monte chileno de] Tololo, é de 520 megapixels”, diz Jacques Sebag, que comanda a construção do telescópio que terá a megacâmera incorporada.
Esse telescópio tem um espelho de 8,4 metros de diâmetro e para seu transporte por terra será preciso usar vários caminhões e remover os sinais de trânsito do caminho, contam os responsáveis.
O contraste é grande em relação ao telescópio de apenas 40 centímetros que chegou há mais de 60 anos ao Chile, quando foi inaugurado o primeiro observatório internacional do país no Tololo, na década de 1960.
“Esse telescópio chegou aqui no lombo de uma mula, porque não tinha estrada”, conta Stephen Heathcote, diretor do Observatório Cerro Tololo, que fica a 20 km de Pachón.
- Capital da astronomia -
O Observatório Vera C. Rubin, nomeado em homenagem à astrônoma americana que descobriu a matéria escura, se une a outros grandes centros de estudos de observação no norte do Chile.
As condições naturais dos desertos no norte do país, localizados entre o oceano Pacífico e a cordilheira dos Andes, geram os céus mais limpos do planeta, graças a sua baixa nebulosidade e clima seco.
O Chile abriga telescópios de mais de 30 países, entre eles alguns dos instrumentos astronômicos mais poderosos do mundo, como o Observatório ALMA, o radiotelescópio mais potente e o futuro Telescópio Extremamente Grande, que em 2027 alcançará distâncias jamais vistas.
No Observatório Cerro Tololo, foram realizadas grandes descobertas, como a expansão acelerada do universo, que rendeu um Nobel de Física em 2011 aos americanos Saul Perlmutter e Adam Riess e ao australiano Brian Schmidt.
Embora outros países, como Estados Unidos, Austrália, China e Espanha, também tenham em seus territórios poderosos aparatos de observação, o “Chile é imbatível” no campo da astronomia, afirma o presidente da Sochias.
T.Sanchez--AT