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EUA e Irã anunciam acordo e fim "permanente" das operações militares
Os Estados Unidos e o Irã chegaram neste domingo (14) a um acordo de paz e ao fim "imediato e permanente" das operações militares em todas as frentes, incluindo o Líbano.
É o sinal mais forte de que a guerra no Oriente Médio está se aproximando do fim após mais de três meses. Em 19 de junho será realizada uma cerimônia de assinatura em Genebra.
"O acordo com a República Islâmica do Irã já está concluído. Parabéns a todos!", escreveu Trump em sua rede social Truth Social, pouco depois de o mediador Paquistão afirmar que ambas as partes haviam alcançado um acordo.
"Autorizo plenamente a abertura sem cobrança de pedágio do Estreito de Ormuz e, simultaneamente, autorizo o levantamento imediato do bloqueio naval dos Estados Unidos. Navios do mundo, liguem seus motores. Que o petróleo flua!", afirmou.
O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, publicou no X que um acordo "FOI ALCANÇADO".
Pouco depois de Sharif e de Trump, o Irã confirmou o acordo de paz.
O vice-ministro iraniano das Relações Exteriores, Kazem Gharibabadi, declarou na noite deste domingo para segunda-feira que o acordo com os Estados Unidos põe um "fim imediato à guerra".
"Em primeiro lugar, o fim imediato e definitivo da guerra e das operações militares nas diferentes frentes, incluindo o Líbano", respondeu o diplomata na televisão estatal.
Ele acrescentou que o Irã saiu vencedor da guerra desencadeada por Israel e pelos Estados Unidos.
"O inimigo, que atacou para levar adiante seus desígnios mal-intencionados, viu todos os seus objetivos reduzidos a nada, e a República Islâmica do Irã alcançou grandes vitórias nesta guerra", declarou Gharibabadi.
Apenas algumas horas antes, Teerã havia prometido represálias contra um ataque de Israel ao grupo pró-iraniano Hezbollah nos subúrbios de Beirute, o que ameaçava impedir o acordo.
- "Solução diplomática" -
O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, disse que pretende participar da assinatura do acordo com o Irã em Genebra. Acrescentou que Trump "poderá" comparecer.
"Definitivamente pretendo estar lá, mas é possível que o presidente também esteja", disse Vance à Fox News ao ser questionado sobre a cerimônia de 19 de junho.
Sharif fez o anúncio e agradeceu a Washington e a Teerã "por encontrarem uma solução diplomática para o conflito".
"Ambas as partes declararam o término imediato e permanente das operações militares em todas as frentes, incluindo o Líbano", escreveu Sharif, que também agradeceu aos líderes do Catar, da Arábia Saudita e da Turquia pelo apoio na mediação da guerra.
Um dia antes do início da cúpula do G7 na França, o presidente Emmanuel Macron afirmou que o acordo recém-alcançado será um dos principais pontos de discussão para as grandes potências durante os três dias do encontro.
"O objetivo será analisar as consequências desse acordo, o apoio ao Líbano, a reabertura do Estreito de Ormuz no longo prazo e, obviamente, a conclusão de um acordo sobre o programa nuclear e balístico do Irã", afirmou o presidente francês em um vídeo publicado em seu Instagram.
Na segunda-feira, ele receberá na cidade às margens do lago Léman Donald Trump e os líderes da Alemanha, Canadá, Itália, Japão e Reino Unido.
Na manhã deste domingo, Trump culpou Israel por atrasar a assinatura do acordo com seu ataque aéreo a Beirute.
A última vez que Israel realizou um ataque na capital libanesa, desencadeou um dos golpes mais severos contra um cessar-fogo que vinha sendo amplamente respeitado desde abril, com o Irã lançando uma barragem de mísseis em represália e Israel respondendo com ataques.
Teerã exigiu desde o princípio que qualquer acordo incluísse o Líbano, onde Israel conduz uma campanha contra o Hezbollah.
A guerra começou no fim de fevereiro, com ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã.
Teerã respondeu com ataques contra Israel e aliados na região e, na prática, bloqueou o tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz, uma rota vital para o abastecimento global de petróleo e gás natural. Os Estados Unidos responderam com um bloqueio do tráfego em todos os portos iranianos.
E.Hall--AT